(Acreditar num Amor destes, assim Dos Abraços. E porquê?)
Insisto, estupidamente, entenda-se, em "desvalorizar" aquilo que a minha intuição me dita gratuitamente e me coloca no caminho (xiça, e eu que sou gaja para tropeçar bastante, acreditem). Seja lá porque sou/estou distraída, ando parva, "meio" a leste ou tão somente porque acho - ah e tal, se calhar não é bem assim. Paula, um poupa-me parece-me pouco.
Não consigo explicar como nem porquê. E, tudo o que tentasse fazer/escrever, nesta altura, seria um perfeito disparate e um grande desperdício de tempo e de energia. De beleza, portanto. Mas, o que é um facto é que, em menos de nada, que é como quem diz às páginas tantas, dei por mim recuperada de MIM, do meu tempo, da minha paz interior e da "tal" higiene mental. Três dias. Em três dias!
Ainda assim... Foda-se! Acho que me vai acontecer qualquer coisa estúpida de novo, "tipos" do género, ficar por aí para "apagar as
luzes".
Isto é o que eu sinto cá dentro, bem cá dentro do meu coração, ali bem fundo da minha alma e do meu ser. Os dias passam, os anos galopam e o Universo gira rapidamente. O Mundo assemelha-se a uma ervilha singela e o que hoje é amarelo, amanhã pode bem ser preto.
Cada ano é, efectivamente, um ano ao qual se somam mais anos. As emoções são sempre completamente distintas, "rasgo" daqui e acolá e componho subtilmente, mas de forma consciente, a minha vida, os meus dias e as minhas noites.
Nada é como era. Nada está igual. Aliás, é tudo novo, tão diferente. Tal como deveria ser (ou não). Não se fica igual (aliás, não se pode ficar igual) depois de se perder tragicamente. Porém, se conseguirmos tão somente aceitar estaremos, garantidamente, a abrirmo-nos à vida. A entrega acontece.
No fim de contas, «A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno e inflama o forte.» e é exactamente por isto que me permito continuar a amar perdidamente todos aqueles que perdi tragicamente e, até quem sabe, fora de tempo.
E hoje, nesta data que veio remexer o Baú das Minhas Recordações mas que me permitiu também lamber feridas no seu devido tempo, aconchego o Património dos Meus Afectos e celebro a vida daqueles que fazem de mim a Mulher e o Ser Humano que sou.
Mãe, Tó, Edmundo, Primo Alfredo, Avós, Tios, Prima Belinha, Beto e Sr. Melo: é em jeito de gratidão e de graças que seguirei o meu Caminho! Até porque, como agora já sabem, o mês de Outubro "corre-me" assim, pronto, rapidamente. Como sempre. Como dantes.
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«Sempre
que ocorre uma perda trágica, podemos resistir ou render-nos. A
rendição significa aceitar interiormente o que existe. Estamos abertos à
vida. A resistência é uma contracção interior, um endurecimento da
carapaça do ego. Estamos fechados.Qualquer acção cometida num estado de
resistência interior (negatividade), criará mais resistência exterior,
e o Universo não estará do nosso lado; a vida não nos irá ajudar.
Quando nos rendemos interiormente, quando nos entregamos, abre-se uma
nova dimensão de consciência. Se for possível ou necessário agir, a
nossa acção estará alinhada com o todo e será apoiada pela inteligência
criativa, a consciência incondicional com a qual nos tornamos uno se
estivermos receptivos interiormente. As circunstâncias e as pessoas
começam então a ajudar-nos, a cooperar connosco. As coincidências
acontecem. Se for possível agir, confiaremos na paz e na serenidade
interior que surgem quando nos entregamos. Confiaremos (...).»
Eckhart Tolle (Um novo Mundo - Despertar para a essência da Vida)
"Eu não sei se estiveste ausente. Eu deito-me contigo, e levanto-me contigo. Nos meus sonhos tu estás junto a mim. Se estremecem os brincos das minhas orelhas eu sei que és tu que te moves no meu coração." ♥ (Poeta mexicano)
«Esta é a única distinção entre o sonho e o real: a realidade permite-lhe
duvidar e o sonho não lhe permite duvidar... Para mim, a capacidade de
duvidar é uma das maiores bênçãos da humanidade. As religiões comportam-se como
inimigas, porque podam as próprias raízes da dúvida; e existe uma razão para que
elas ajam assim: elas querem que as pessoas acreditem em determinadas ilusões
que elas vivem pregando... Por que motivo pessoas como o Buda Gautama têm
insistido tanto em que a existência inteira -- com exceção do seu eu que a tudo
testemunha, com exceção da sua consciência - é efêmera, feita do mesmo material
de que são feitos os sonhos? Elas não estão afirmando que aquelas árvores não se
encontram ali. Não estão dizendo que aqueles pilares não estão lá. Não entenda
mal por causa da palavra ´ilusão´ (maya)... A palavra foi traduzida como
"ilusão", mas ´ilusão´ não é a palavra certa. Ilusão é algo que não existe. A
realidade existe. "Maya" fica exatamente entre as duas -- algo que quase-existe.
No que diz respeito a atividades do dia-a-dia, maya pode ser tomado como
realidade. Apenas no seu sentido máximo - a partir do ápice da sua iluminação -,
as coisas se revelam irreais, ilusórias.
OshoThe Great Zen Master Ta Hui Chapter
12
Comentário:
A borboleta, nesta carta, representa o exterior, aquilo que está
constantemente se transformando, aquilo que não é real, mas uma ilusão. Por
detrás da borboleta está a face da consciência, olhando para dentro, para aquilo
que é eterno. O espaço entre os dois olhos abriu-se, revelando o lótus do
desenvolvimento espiritual e o sol da consciência que se levanta. Através da
ascensão do sol interior, nasce a meditação. A carta nos lembra de não olhar
para fora à procura do que é real, mas olhar antes para dentro de nós mesmos.
Quando nos concentramos no mundo exterior, com freqüência nos assaltam os
julgamentos -- isto é bom, isto é ruim, isto eu quero, aquilo eu não quero. Tais
julgamentos nos mantêm prisioneiros das nossas ilusões, da nossa sonolência, dos
nossos velhos hábitos e padrões. Abandone sua mente opiniosa e mova-se para
dentro. Lá você poderá relaxar no seio da sua própria verdade mais profunda,
onde a diferença entre sonhos e realidade já é.»
«Foi para ti que desfolhei a chuva para ti soltei o perfume da terra toquei no nada e para ti foi tudo
Para ti criei todas as palavras e todas me faltaram no minuto em que falhei o sabor do sempre
Para ti dei voz às minhas mãos abri os gomos do tempo assaltei o mundo e pensei que tudo estava em nós nesse doce engano de tudo sermos donos sem nada termos simplesmente porque era de noite e não dormíamos eu descia em teu peito para me procurar e antes que a escuridão nos cingisse a cintura ficávamos nos olhos vivendo de um só olhar amando de uma só vida.»
Para Ti, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas" de Mia Couto. -----------------------------------------------------------------------------
Porque o Amor não sabe nada e de nada sabe. Porque o Amor é uma linha recta que não divide nada. Simplesmente é. E é um grande FDP também pois vem, desarruma-te a casa, baralha tudo mas dar cartas que é bom... Já era! E sim, palavras leva-as o vento. Outro que também paga umas quantas favas que é, como quem diz, umas quantas facturas do outro (esse tal de Amor).
"Porque
curiosamente, onde menos te encontro é onde tu exististe.
Desprendeste-te donde estiveste e é em mim que mais me acontece tu
estares. Mas nem sempre. Quantos dias se passam sem tu apareceres. E às
vezes penso é bom que assim seja para eu aprender a estar só. Mas de
outras vezes rompes-me pela vida dentro e eu quase sufoco da tua
presença. Ouço-te dizer o meu nome e eu corro ao teu encontro e digo-te
vai-te, vai-te embora. Por favor. E eu sinto-me logo tão infeliz. E
digo-te não vás. Fica. Para sempre. Há em mim uma luta entre o desejo de
que te esqueça e o de endoidecer contigo."
Remexendo no Baú das minhas Recordações, deparo-me com a imagem fugaz de uma miúda bem comportada, educada e simples. Pois que vinhas à procura não sei bem do quê e/ou de quem e acabaste por ficar a trabalhar "alI" anos a fio, tão perto de mim.
Surges-me na pior fase da minha vida e dizes-me, com aquela determinação e coragem que tão bem te conheço: - estou aqui, passei por algo muito parecido e os meus contactos todos são estes e aqueles.
Anos mais tarde, partilhas o teu Filho, a tua Família, a tua casa e carro comigo. Aliás, partilhaste o melhor de ti: a tua Vida. E sou-te GRATA por todas as gargalhadas, a cumplicidade, os cafés, os garotos, os ganchos, os casacos, a maquilhagem, os almoços, os jantares, os abraços, o respeito e a admiração que tão bem sabemos nutrir uma pela outra.
Garanto-te: não concebo a minha vida sem ti e sem os teus, nem tão pouco sei viver sem me desafiares para o café, para o cigarro, quanto mais pensar que não poderei ficar a tomar conta do "nosso" MiniMan de Olhos Azuis.
Obrigada, Miss N.. Quero-te muito bem. Quero o MELHOR para ti, na certeza de que isto também será o meu melhor.
«É porque fazes parte do meu ♥ ... e sentes, entendes e vives as coisas como eu.»
-- By Miss C.
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Somos Manas da Vida. Partilhamos e sentimos o Património dos Afectos como só nós. Não precisamos de muito, nem de pouco. Temos o BASTANTE. Amamo-nos e respeitamo-nos como somos, sem grandes pressas nem complicações. Queremo-nos tão bem!
Abriste a porta do meu coração quando, há precisamente um ano, sete meses e quatro dias partilhaste o teu maior Tesouro... E foi, naquele instante, que a pontinha de amor que ainda me restava seguiu para o "nosso" Baby F.
Manas da Vida. De Coração e na Alma. Afinal, é aqui que guardamos tudo quanto de melhor temos. E eu tenho-te em mim. Para Sempre.
Quero V@AR contigo, seguindo atentamente as tuas instruções, tal e qual uma boa menina que (já) sou. Afinal, os bons "discípulos" recebem o melhor dos seus "Instrutores de Voo"...
«(...) E amar só pode ser sem parar, sem descanso, sem um segundo que seja de abstracção.
Amar é com urgência, amar é com pressa, com pulsão."
Ali sentados, naquele fim de tarde, envolveste-me e deste-me um abraço tão terno que me conduziu até bem perto do Céu. De seguida, naquele instante em que me beijaste daquela forma tão tua, senti-me sem fôlego... Tocaste-me na Alma. Fui tua, acredita.
O chão fugiu-me dos pés, os relógios pararam e a nossa respiração teimava em ser apenas uma. Por instantes, não soube de mim, não soube quem era eu.
Deixei de existir para te poder sentir. E, ainda hoje, garanto-te: guardo as memórias daquele primeiro beijo.
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Lembras-me uma marcha de Lisboa
Num desfile singular,
Quem disse
Que há horas e momentos p´ra se amar
Lembras-me uma enchente de maré
Com uma calma matinal
Quem foi
Quem disse
Que o mar dos olhos também sabe a sal...
Perguntas-me tu: «-Vamos em frente, vamos ser felizes juntos?»
Respondo-te eu: - Não vamos. Já somos! Mas sempre de mãos dadas e perdidos no meio de bolinhas de sabão. Tal como o Amor deve ser!
"Queres
saber quem eu sou? Eu sou o que te olha e espia para te recolher e
depois guardar num lugar que é só meu. Para isso serve o papel. O resto
não precisas de saber. Nem convém. Só te ia distrair, podes crer. Eu sou
o que mergulha as mãos na tua vida para sentir a minha a voltar." -- Pedro Paixão, in Muito, meu amor.
Admiro-te horrores. Pela tua força, coragem e determinação. Admiro-te pela forma digna e honesta com que amas... Com que lutas... Acima de tudo, admiro-te pela forma com que ACREDITAS.
Foi contigo, e com o amor que tens pelo teu Leão, que eu voltei a acreditar no amor. Mas um amor assim bom, puro e verdadeiro... Tu sabes... Acreditei, desejei e ambicionei-o tanto que... O Universo encarregou-se de tratar do resto.
Estou-te grata, minha Querida e Doce V.. OBRIGADA por teres iluminado a minha alma, aquecido o meu coração e por partilhares esta "coisa" tão tua, tão VOSSA. Adoro-te do fundo do coração <3>3>
"Eu, sabendo que te amo, E como as coisas de amor são difíceis, Preparo em silêncio a mesa
do jogo, estendo as peças sobre o tabuleiro, disponho os lugares necessários para que tudo comece: as cadeiras uma em frente da outra, embora saiba que as mãos não se podem tocar, e que para além das dificuldades, hesitações, recuos ou avanços possíveis, só os olhos transportam, talvez, uma hipótese de entendimento. É então que chegas, e como se um vento do norte entrasse por uma janela aberta, o jogo inteiro voa pelos ares, o frio enche-te os olhos de lágrimas, e empurras-me para dentro, onde o fogo consome o que resta do nosso quebra-cabeças."
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Apesar de tão bem saber que «(...) as coisas de amor são difíceis (...)», tenho-te em mim.
Neste "jogo" de entendimentos, fazes-me acreditar que aquele pedacinho de Céu está, afinal, aqui tão perto. E nós, capazes que estamos para dar as mãos, Lá chegaremos num ápice, percorrendo o (teu) Caminho da paz e o (meu) Caminho da alegria.
Foi para ti que desfolhei a chuva para ti soltei o perfume da terra toquei no nada e para ti foi tudo. Do poema "Para ti", no livro "Raiz de orvalho e outros poemas" de Mia Couto.
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Miss V. escrevia-me há dias, enquanto falávamos ao telefone, perdidos entre 1001 assuntos, como sempre: «o amor é uma coisa extraordinária não é?». E não é que Tu me ensinas e me mostras isto mesmo todos os dias? Bom, em rigor, não podia ser de outra maneira. Esperei-te e mereço-te assim!
Sim, sim é para ti; Sou para ti! Enches-me os dias, alegras-me o coração e aqueces-me a alma! E repara que... Mais hoje do que ontem ;)
Trocaram o primeiro olhar numa manhã de Verão,
quando a cidade se agitava em plena confusão.
Ela sorriu, ele sorriu e tudo foi tão natural
que eles não perderam mais tempo e arrancaram em direcção ao Sol.
Ah! quando a gente lá chegar
a coisa vai ter outra dimensão.
Treparam por degraus de espuma e mergulharam na luz.
Gotas de orvalho vieram brincar sobre os dois corpos nus.
O tempo parou, a guerra acabou e o mundo era um grande jardim
onde se ouvia uma estranha sinfonia sem princípio nem fim.
Ah! quando a gente lá chegar
a coisa vai ter outra dimensão.
A pouco e pouco a terra voltou de novo a girar
e o tic-tac do relógio não tardou a soar.
Ela sorriu, ele sorriu e tudo foi tão natural
que eles nem disseram adeus quando a noite chegou para os separar.
Calma, calma! Não se tratou de um esperar qualquer. Foi esperar (também) com o coração. Foi esperar-te até me encontrar. Por agora, resta-me a doce tentação de me querer perder em ti e por ti. Falta pouco, muito pouco. 275 Km não representam nada! Olha, olha... Ouves? Sentes, sentes??? O meu coração tem mais de 1000 cavalos a galopar desenfreadamente para ti!
Accionado que tenho o meu GPS interior - o que me levou até ti (ou terá sido o teu que NOS indicou este Caminho?!...) -, quero mais é parar. Parar de correr; Parar de te esperar. Falta fazer o que ainda não foi feito; Amar tudo quanto não se amou e sentir o calor da nossa paixão. Vou ser tua!
Desejo-te dentro de mim. Dentro do meu coração, tipo lareira acesa em noites de Inverno. Quero ser flanela para te aquecer... Quero que te deites em mim. Quero que me toques e que me ames enquanto me abraças. Por e para nós. Da minha parte, podes contar com ambos os lados da cama devidamente aquecidos.
Esperaste por mim e aqui me tens. É certo e sabido: jamais voltaremos atrás. Verás o Mundo através dos meus olhos e eu estou Aqui para ser tua, para ser o teu Mundo. E quando quiseres partir, garanto-te que te deixo ir.
Por tudo, ou tão somente por nada, o Caminho percorrido já valeu a pena.
Tun Tun Tun... O coração bate cá dentro tranquilamente. Aliás, não quero senão outra coisa.
O ano rolou; Eu aqui estou. De novo. Sabe-me pela vida voltar às origens. Às minhas entranhas, às raízes do que já fui, do que acabei por perder e tudo, mas tudo que deixei partir. Haja o que houver, sou-me e quero-me assim. Agradeço-me, assim como que em jeito de homenagem. E aqui vim parar. Mais uma vez. Como sempre, como dantes já nos canta e encanta o Camané.
Estou feliz tão somente porque SOU feliz. E não! Não preciso de mais nada. Quero-me. Desejo-me e atraio para mim este doce sentir do perdão. E cá estou... A sorrir! Haverá lá coisa melhor?!
O mar salgado, o calor das rochas e da areia chamam-me. Estou lá sem ter saído daqui, sem ter saído de mim. Estou lá pois Aqui me reencontro, me renovo e reinvento. Todos os anos.
Férias são, tão somente, férias. E estou em mim, voltada para o que é meu, para o que me rodeia e até para o que me transcende. E aprecio deveras tal sentir.
Aqui estou eu; Para ali vou eu... Em mim, comigo e por mim. Afinal de contas, férias são férias.
Tun Tun Tun... O coração bate cá dentro tranquilamente.