30 de setembro de 2010

Um tapete com destino ao Infinito.

A meu favor

Alexandre O'Neill


A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer

A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça.

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Este poema faz-me lembrar um amor do meu passado recente. Mas atenção... Não tive nada a meu favor.
Ainda assim, guardarei para mim, e para todo o sempre, aquele rosto, aqueles olhos e aquelas sardas nocturnas que só eu enxergava. E aquela luz tão própria... Que me toldou o coração mas que minou o meu ser e tudo o resto que veio a seguir...

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