25 de setembro de 2014

@Orelhas ao vento.

Foto do Mojito, cão da SMS, a Blogger Cócó na Fralda.


Tenho alturas em que dou por mim a pensar no quanto seria tão mais FELIZ a fazer aquilo que leva todos os cães ao delírio: ir de orelhas ao vento, na loucura, num carro qualquer! 

Enquanto isso, ouvia isto!



23 de setembro de 2014

@É o Outono!



«OBSERVAR CALMAMENTE - Ao observarmos com calma, veremos as situações mais claramente, como elas realmente são.» -- Brahma Kumaris Portugal.

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O Outono está ali a bater-nos à porta, está nas janelas por aqui, por ali e também por aí; Caiem as primeiras folhas, sente-se o fresco das manhãs e a humidade das noites. O corpo sente, a alma "reclama" e deseja ardentemente que algo se transforme. E são tantos os novos mundos por chegar!

É tempo de resguardo, de contemplação, de comunhão e harmonia. Para que tal aconteça na sua sincronicidade (mais ou menos) perfeita, há que aceitar, perdoar, "purgar" e renascer.

Venha a nós a paz tão almejada, que chegue o calor das casas e das comidas de forno, as batatas doces e as castanhas, o bacalhau assado, as pseudo migas alentejanas à minha moda, o meu vinho tinto preferido, o chá de erva principe com hortelã pimenta... Há paz em mim; Vou deliciar-me ao saboreá-la com verdade e intenção!




22 de julho de 2014

@O Além é Aqui.




Porque te quis.
Porque te sonhei.
Porque te desejei.
Porque me encantei. Porque me encantaste.
Porque as nossas almas se tocaram assim que os nossos olhos se olharam.
Porque a tua pele não me aquece mas também não me arrefece.
Porque te quis na minha cama, a rebolar nos meus lençóis enquanto te mimava.

Porque há mais dias que chouriços e o Além pode muito bem ser o Aqui dos dias que correm rapidamente.
Porque te quis tal como és, ainda que o desconhecido nem sempre operou milagres em mim.
Porque gosto de ti mas, na verdade, gosto muito mais de mim.
Porque nunca te esquecerei.

Mas quis-te, sonhei-te e desejei-te ardentemente.


10 de julho de 2014

@Amor e Luxúria.


"E eis-me preso à memória escura dos teus olhos, dos teus passos saltitantes, da tua alegria convicta que a partir de certa altura começou a açucarar demasiado a minha vida. Não consigo concentrar-me. Passo os dias com os olhos sobre as letras dos livros que tenho de ler e não consigo entrar neles." 
-- Inês Pedrosa, in Fazes-me falta.
 

8 de julho de 2014

@Holy Wine.



"If you want me I'll be in the bar."


Just before our love got lost you said
"I am as constant as a northern star."
And I said,"Constantly in the darkness
Where's that at?
If you want me I'll be in the bar."

"On the back of a cartoon coaster
In the blue TV screen light
I drew a map of Canada
Oh Canada
With your face sketched on it twice

Oh, you are in my blood like holy wine
You taste so bitter and so sweet
Oh I could drink a case of you, darling
And I would still be on my feet
Oh I would still be on my feet.

Oh I am a lonely painter
I live in a box of paints
I'm frightened by the devil
And I'm drawn to those ones that ain't afraid

I remember that time you told me, you said
"Love is touching souls"
Surely you touched mine cause
part of you pours out of me
In these lines from time to time

Oh, you're in my blood like holy wine
You taste so bitter and so sweet
Oh I could drink a case of you, darling
And I would still be on my feet
I would still be on my feet

I met a woman, she had a mouth like yours, she knew your life
She knew your devils and your deeds and she said
"Go to him, stay with him if you can
Bbut be prepared to bleed"

But you are in my blood, you're my holy wine
You're so bitter, so bitter and so sweet
Oh, I could drink a case of you, oh darling
And I would still be on my feet
I would still be on my feet.



11 de junho de 2014

@Sem truques!



«O amor só admite lambuzanços, não admite cá jeitinhos ou cuidadinhos ou essa espécie de diminutivos que só o atrofiam.

Amor é com tudo o que tens e com tudo o que podes. E não admite maneiras. Ninguém ama de faca e garfo, ninguém ama de fato e gravata ou de smoking vestido. O amor admite tudo menos regras, por isso no amor vale tudo menos normas pré-feitas. Não escolhes hora, não escolhes dia, nem sequer escolhes quem amas.

Isto do amor parece a coisa mais anárquica que existe, a coisa mais sem regras, e, no entanto, se amares, se te entregares ao amor, apesar ser o caos, de tudo acabar espalhado no chão da sala, da cozinha, de cairmos dentro da banheira ainda vestidos, sei lá, ou, talvez, por que não?, num recanto perdido no meio da cidade, ambos saberemos quais os caminhos até à vontade do outro; ambos saberemos onde matar essa vontade...

O amor revela-se na confusão de corpos, quando já não percebes onde acaba o teu e começa o outro, quando o teu corpo já não é teu, quando o teu corpo já deixou de ser o teu corpo para passar a ser o corpo de quem amas, quando o teu corpo te fugiu por instantes e foi em busca do prazer. É aí, nessa confusão, que se soltam os gritos e gemidos presos em dois corpos; é aí, só aí, que dois são apenas um...

É nesse caos, meticulosamente organizado de corpos, que te quero beijar até que me doam os lábios; é nesse caos que tens levar a tua língua a todos os recantos do meu desejo.

Não pares.
Mesmo que me ouças gritar.

Amor é tudo porque o amor é tudo. É isso. Talvez seja mesmo só isso.»
-- Carlos Marcelino - Post Scriptum


9 de junho de 2014

Afinal, ainda existem cavernas. E homens!



A minha boca olhou pra sua boca
E tá com uma vontade louca
De juntar boca com boca
Vontade louca
De juntar boca com boca
A vontade não é pouca
Deu até água na boca
A minha barriga olhou pra sua barriga
E já ficou naquela instiga
De juntar barriga com barriga
Naquela instiga
Juntar barriga com barriga
Deu um frio na barriga
Uma vontade roxa
A minha coxa olhou pra sua coxa
E tá com essa vontade roxa
De juntar coxa com coxa
Coxa com coxa, boca com boca
Barriga com barriga
Diz que Deus castiga
Será?

Eu tipo homem das cavernas olhei
Olhei pras suas pernas, olhei
Puxei os seus cabelos devagar
Saindo da caverna pra voar
Eu tipo homem das cavernas olhei
Olhei pra suas pernas, olhei
Chamei as suas pernas pra dançar
Pernas pra que te quero, pra que te quero

Então você virou o que eu sou
E eu virei o que serei quando você
Fizer de mim o que quiser
E me disser o que vier à sua boca
E eu virei o que você disse que sou
E por você farei, faço o que for
Pois se você quiser é só dizer
Que quer a minha boca

A minha roupa olhou pra sua roupa
E ta com uma vontade louca
De se desabotoar com ela
O meu botão olhou pra sua fivela
A minha fivela olhou pro seu botão
E que vontade louca foi aquela
De se desafivelar então
Se misturar no chão, abrindo zíperes
E portas e janelas do meu quarto
Para uma quarta ou quinta dimensão
Que diversão!
Coxa com coxa, barriga com barriga
Coxa com barriga, barriga com coxa
Coxa com barriga e boca
Boca com barriga e coxa no colchão
Respiração
Coxa com coxa, barriga com barriga
Coxa com barriga, barriga com coxa
Coxa com barriga e boca
Boca com barriga e coxa
Coxa com boca e barriga
Diz que Deus castiga
Acho que não.

Pernas pra que te quero
Pra onde quer que queiram me levar
Me leva pra qualquer lugar
Esquece tudo, esquece o mundo e olha pra mim
Abre esse sorriso, que eu preciso dessa boca assim
Vem juntar boca com boca
Quero nem pensar no fim
Tamo junto e misturado
E o resultado não vai ser ruim
Faz o não virar talvez, e o talvez virando sim
Mais ou menos assim...



6 de junho de 2014

@Vertigo.



Paro por aí, por Aqui (bem sei, cada vez menos mas NUNCA me esqueço desta minha Filha rebelde); Páro por onde tem que ser, por onde tenho que parar. Ser-se livre enche-nos. Preenche-nos. Aquece o coração, liberta a alma. Estamos fortes. Mais fortes que o orgulho. Somos quem somos.

E eu sou eu. E estimo. Não é pouco, nem muito. É bastante!


6 de março de 2014

Gostar.



«Esta coisa de gostar de alguém não é para todos e, por vezes – em mais casos do que se possa imaginar – existem pessoas que pura e simplesmente não conseguem gostar de ninguém. Não é que não queiram – querem! – mas quando gostam – e podem gostar muito – há sempre qualquer coisa que os impede. Ou porque a estrada está cortada para obras.. Ou porque sofremos de diabetes e não podemos abusar dos açucares. Ou porque sim e não falamos mais nisto. 

E muitas das vezes, sabendo deste nosso problema, escolhemos para nós aquilo que sabemos que, invariavelmente, iríamos recusar. Daí existirem aquelas pessoas que insistem em afirmar que só se apaixonam pelas pessoas erradas. Mentira. Pensar dessa forma é que é errado, porque o certo é perceber que se nós escolhemos aquela pessoa foi porque já sabíamos que não íamos a lado nenhum e que – aqui entre nós – é até um alívio não dar em nada porque ia ser uma chatice! Do mesmo modo que no final de não sei quanto tempo de relacionamento há o hábito generalizado de dizermos que aquela pessoa com quem nós estamos já não é a mesma, quando por mais que nos custe, é igualzinha. O que mudou foram as expectativas que nós criamos em relação a ela. 

O que é difícil – dizem – é saber quando gostam de nós. Saber quando gostam de nós? Isso é o mais fácil porque quando se gosta de alguém não há desculpas nem “ ai que amanhã não dá porque tenho muito trabalho”, nem “ ai que hoje era bom mas tenho outra coisa combinada” nem “ ai que não vi a tua chamada não atendida”. Quando se gosta de alguém – mas a sério – não há nada mais importante do que essa outra pessoa. E sendo assim, não há sms que não se receba porque possivelmente não vimos, porque se calhar estava a passar num sítio sem rede, porque a minha amiga não me deu o recado, porque não percebi que querias estar comigo...
 
Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente. Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos hipotéticos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de nos impossibilitarem o encontro. Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campainha da porta... Quando se gosta de alguém – e estou a escrever para os que gostam - nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante, do que nós.»
-- Fernando Alvim.



24 de fevereiro de 2014

Nas bancadas.


Vens e voltas. Vais e vens. Num corrupio de alegria, paixão, vontade boa daquela que se tem e se sente quando se quer bem alguém (e a alguém em particular). Já não há dor, nem espaço para a mágoa. Valha-nos isso. E perdemo-nos no tempo.

Continuo a gostar da cabeça dos teus dedos das mãos, do som da tua voz, da tua boca, de me quereres aninhada a ti e em ti e sim, já sei. Tu gostas de mim. E da minha maneira de falar, gostas da forma como articulo as palavras, mesmo quando roo uma maçã ao teu ouvido. Somos doidos, é certo. Mas existem malucos para tudo. (Olha para mim, aqui a escrever sobre nós a passos largos de se completarem 4 anos depois do primeiro almoço, regado de sol e banhado de lambrusco rosé. A rolha desse almoço está lá, heroicamente exposta numa prateleira especial onde "moram" também outros amores...)

Vieste, foste e está tudo maravilhoso. Perfeito. Ainda assim, e vá-se lá saber porquê, tu poderias ser "aquele"... Palavras soltas, desejos vãos entre um Z no teu coração e o delírio nas bancadas.


«Paisagem.

Desejei-te pinheiro à beira-mar
para fixar o teu perfil exacto.

Desejei-te encerrada num retrato
para poder-te contemplar.

Desejei que tu fosses sombra e folhas
no limite sereno dessa praia.

E desejei: «Que nada me distraia
dos horizontes que tu olhas!»

Mas frágil e humano grão de areia
não me detive à tua sombra esguia.

(Insatisfeito, um corpo rodopia
na solidão que te rodeia.) »

@David Mourão-Ferreira, in "A Secreta Viagem".




7 de fevereiro de 2014

3 anos de TI, maravilhas em NÓS!

Arte é amor!
Passaram-se 3 anos. 3 singelos anos. Fizeste-me crescer; Contigo re-aprendi o que é o Amor. E amo-te tanto. Desenfreadamente, com calma e com loucura. Fazes-me ser eu; Empurras a bola para longe e eu vou toda contente apanhá-la. E voltas a fazer o mesmo. E eu vou lá de novo!

Quando me abraças, nada mais existe. Parou, pára tudo. Não há tempo, não há espaço. Eu fecho os olhos e agradeço. E aproveito o momento. E cheiro-te. E tu invades-me e eu sou outra. Quando me pões a tua mãozinha no ombro sinto-me a maior e a mais protegida das mulheres. E amo-te mais ainda, querido Francisco.

Olha e... Já sabes que te amo muito mesmo, certo?!...


I've got an angel
He doesn't wear any wings
He wears a heart
That could melt my own
He wears a smile
That could make me wanna sing
He gives me presents
With his presence alone
He gives me everything
I could wish for
He gives me kisses on the lips
Just for coming home...




31 de janeiro de 2014

News from Wall Street...


«Nem tudo na vida é trabalho, nem mesmo em Wall Street.»

Era mesmo muita bom que isto fosse verdade mas... Não. Não é. Ainda assim, foi um fim de Sábado bem passado. E é isso mesmo: passou-se!

20 de janeiro de 2014

Isto é apenas Janeiro que se está a intrometer entre mim e a minha vida!









Isto há lá coisas do caraças.

Foi aos 38, nada mais pude fazer. Rendi-me e lá deixei quase 36€ na farmácia ao trazer para casa o meu primeiro anti rugas. Ora toma lá, embrulha e mete a viola no saco.

As imagens alusivas ao amor (e tantas outras histórias parvas e cheias de mel, em alto potencial para a diabetes) nada mais são que devaneios e estados loucos de pura diversão. Ops! Haverá lá coisa melhor do que gozar, rir, "flirtar" e dizer disparates como se não houvesse destino?

Eu quero MESMO acreditar que existem fadas. Mais que não seja para... Evitar o stress!!!

Nos "entretantos", fui à Madeira e vim. Emocionante. Emocional. Único. A repetir. Desta feita, com maior frequência que esta coisa das emoções não é para mim e eu sofro do coração. Tem dias. E é só às vezes.Ou não. E estou a fazer filmes.

Estou com gripe vai para duas semanas e dois dias. Se me queixo? Não. Não me apetece. Haja saúde e alegria  e... Mais não digo. (e o meu Benfica vai à frente do campeonato!)

Isto é apenas Janeiro que se está a intrometer entre mim e a minha vida!

5 de dezembro de 2013

Correr à noite em Lisboa.


Eu até que comecei bem a "coisa" e até escrevi sobre isto mas depois... Puft! É que nunca mais me lembrei do assunto.

Dizem os mais entendidos que mais vale tarde do que nunca. E eu faço questão de registar a minha primeira vez em corridas. Sim, co-rri-das.

Sim, foi em Outubro, em plena Lisboa, estava a chover mas quiseram os Céus que parasse durante a dita cuja. Foi giríssimo, exceptuando a parte da (dor de) burra que acompanhou as outras duas garotas. Oh pá, oh pá... São 28 aninhos (os delas, claro!). Não se aguenta, bem sei!


Night Run, night runners forever, pá! É isto e dançar Diego Miranda durante quase 2h seguidas em pé! Corajosas, valentes, hein?!...


Não posso provar o que digo.

«Sempre me fascinaram mais as janelas indiscretas do que as portas escancaradas, confesso. Mas não não posso provar o que digo.»

Este tesouro foi descoberto e está aqui.
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Entretanto, está um frio glaciar. Não me canso de dizer, nem tão pouco de o escrever.
O mês de Novembro acabou e Dezembro chegou. Ainda estamos no Outono mas o Inverno não tarda em chegar. Havemos de ir a Belém. Ou não! Mas os pasteis estarão sempre por lá. Por vergonha de me deixar levar pela gula, só como dois. E um café acaba sempre por não me chegar também. Tal como os afectos. Raramente me chegam. Mas também passo bem sem eles. Bom, mas eu sou esquisita e nem sempre dada a certezas. O que é parado, inerte, estanque não me atrai. A não ser que nos estejamos a referir ao modus operandi in sofá. Bolas, isto escrito assim até parece que fica bonito. Ou então não e ficamos assim. Mas que praticar o sofaying é bom, do melhor, lá isso é! Vai bem com o tricot que, "benzádeus", não há meio de terminar.

Tudo isto faz parte, como diz a Miss C.. Faz parte do que é e do que sou. Afinal, a vida é o que é mas... Não posso provar o que digo.


18 de novembro de 2013

8 anos depois.

Costa da Caparica, Outubro de 2013.


"Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro ...
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa. "
-- Manuel António Pina, in "Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde".
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Mais um ano se passou. Chegámos ao 18.º dia do mês de Novembro. E contam-se já 8 anos. É incrivel como parece ter sido ontem, quiça antes de ontem. A dor é algo tão frio, tão angustiante. A dor é despropositada.
Dizem que a dor reflecte o choque e o trauma; Veste-se em nós e está ali, está aqui. Tão espelhada, tão reflectida (fere-me a vista). Nem todos a (e ME) conseguem ver (graças aos Céus). Eu também não deixo. Que me vejam, que me julguem, que me/nos lamentem. Eu não quero (nem vou) deixar que me vejam... Que TE vejam em mim. Tu és minha - seja lá o que isto for. E eu fui tua.
Apeteceu-me escrever novamente sobre este assunto. Vai na volta senti-me obrigada a fazê-lo. Não sou assim tão forte. Sou fraca. Quero que retenhas isto. Eu resisto e invento. Re-invento-me, mais concretamente. E resisto-me.
Nunca se fica igual. Nada é o que era, o que foi. O tempo corre desalmadamente que nem mil cavalos à solta num campo verde qualquer. Os mesmos mil cavalos que trago comigo. Ao peito, dentro peito. E depois pergunto-me: «-Qual peito? Qual coração?»
Não sei de mim. Mal sei quem sou. Mas eu era tua. E tu foste minha. Isto é tremendamente alucinante. É um carrossel que vai e volta e que me faz doer (voltei a falar de/da dor). Amanhã já não será isto. Será certamente outra coisa qualquer.
 

11 de novembro de 2013

Na boa conta, peso e medida!



No Dia de S. Martinho, comem-se castanhas e prova-se o vinho!




29 de outubro de 2013

Não assinalei AQUI o dia 27 de Outubro.

Tão somente porque me esqueci.

E o que poderá representar tal esquecimento? Pois que... Não sei.

Como rever uma vida (a minha) em 2:13.

E nunca, por nunca, me havia acontecido ISTO.

Uma Janela por diante.


Pode dizer-se que comecei a manhã assim, numa de enviar amor. O truque é simples; Basta abrir o coração e deixar fluir, até porque a intuição (e esse tal de amor fraterno, incondicional) é coisa boa. É coisa de gente, de matéria e de espírito. É pois, sim senhor. E eu acredito... Ainda acredito.

 «(...) Fui educado pela Imaginação,
Viajei pela mão dela sempre,
Amei, odiei, falei, pensei sempre por isso,
E todos os dias têm essa janela por diante,
E todas as horas parecem minhas dessa maneira. (...)»

-- In "Passagem das Horas”, Álvaro de Campos (Fernando Pessoa), 22-05-1916.







25 de outubro de 2013

Sexo e cigarros vão (mesmo) bem.

«Há uma história sobre os Deuses Gregos. Estavam entediados e, por isso, inventaram os seres humanos. Mas continuavam entediados. Por isso, inventaram o amor. Deixaram de estar entediados e, por isso, decidiram experimentar o amor. E, finalmente, inventaram o riso, de forma a aguentar a experiência.» -- In Filme O Banquete do Amor.
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Vá, traz os copos de vinto tinto e o cinzeiro. E deixa a luz acesa...
 

22 de outubro de 2013

Ei-los, os castigadores do prazer alheio.

Partilho desta opinião e, de facto, não há cu aguente (até porque prefiro usar o meu, quiça, para outros fins como, por exemplo, ir bem sentado no meu A3, para tão bem jantar à beira mar, enquanto me entupo em entradas, peixe grelhado, uma bela de uma sobremesa; tudo bem regado a vinho bom e, por fim, café e/ou chá gelado).

Bom, então é mesmo isso. É vê-los espalhados por aí. Sim, estou a falar dos CPA's.

21 de outubro de 2013

40 horas.


Era só isto.

18 de outubro de 2013

Vim falar da... Night RUN 2013 (dizem que é já amanhã).

Pois que... Há-de ser isto (assim mais coisa, menos coisa):


Kuan Yin, gosto de ti (porra)!

Deusa Kuan Yin, “a que suporta os gritos do mundo".

É pois. E o Unicórnio da Deusa sabe-la toda!

17 de outubro de 2013

Falta de espaço, na certa.



Arranca metade do meu corpo, do meu coração, dos meus sonhos.
Tira um pedaço de mim, qualquer coisa que me desfaça.
Me recria, porque eu não suporto mais pertencer a tudo, mas não caber em lugar algum.
 

-- José Saramago
 

16 de outubro de 2013

Eu (ainda) não sei se aceito a dor na sua magnitude.

@Do Mundo.


De modos que é isto.

Mas também é disto. E eu gosto. (ainda que continue confusa grrrr...)


10 de outubro de 2013

Reino do coração.



Praia do CDS, Costa da Caparica. Outubro de 2013.

Era para aqui que eu caminharia (se fosse possível pelo menos assim,  agora... Já!).

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«(...) Para onde caminha o mundo?
Muitos são os chamados…, mas muitos também são os surdos. Há um pulsão de transformação certa, mas para por acender a luz e ver em tua própria escuridão.
E seu chegar a acendê-la, o que verei?
Saberá tudo que está pulsando, que tudo vibra… Se buscas o eu, acabarás esbarrando com a ausência do eu; o transformador é sentir o ser. Se isso acontece, terás dias piores ou melhores, mas recordarás o sabor do ser.
Um conselho definitivo?
Ocupa-te do reino do coração e o resto te chegará por consequência.
Claudio Naranjo em entrevista ao jornal espanhol La Vanguardia, publicada em 17 de janeiro de 2012: “Ocúpate del reino del corazón, y lo demás te llegará“»



8 de outubro de 2013

@Blue Jasmine.


Ontem foi dia de cinemar.

E pronto! Woody Allen num regresso à sua fórmula original - o retrato "sufocante" do drama das neuroses reactivas e das narrativas pessoais. É ele, pois então!


3 de outubro de 2013

Rui Costa, o das bicicletas.

Refiro-me a isto.

I
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões
marchar, marchar!

II
Desfralda a invicta bandeira
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O oceano, a rugir d'amor,
E o teu braço vencedor
Deu novos mundos ao Mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra e sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões
marchar, marchar!

III
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra e sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões
marchar, marchar!

2 de outubro de 2013

Ainda sobre essa louca liberdade (e o livre arbítrio).



«Destino no sentido rígido se aplica apenas ao ser exterior enquanto ele vive na Ignorância. O que chamamos de destino é na verdade apenas o resultado da condição presente do ser e da natureza e das energias que foram acumuladas no passado agindo umas nas outras e determinando o esforço presente e os resultados futuros. Mas assim que se entra no caminho da vida espiritual, esse velho e predeterminado destino começa a regredir. Aí aparece um novo factor, a Graça Divina, a ajuda de uma Força Divina mais alta que a força do Karma, que pode elevar o buscador para além das possibilidades presentes da sua natureza. O próprio destino espiritual é então a eleição divina que sedimenta o futuro. A única dúvida está sobre as vicissitudes do caminho e o tempo que leva na passagem. É aqui que as forças hostis agindo sobre as fraquezas da natureza passada lutam para evitar a rapidez do progresso e postergam a realização. Aqueles que caem, caem não por causa dos ataques das forças vitais, mas porque eles mesmos se alinham com as forças hostis e preferem a ambição ou o desejo vital (cobiça, vaidade, luxúria, etc) ao avanço espiritual.» ~ Sri Aurobindo, em “Letters on Yoga” Vol. 1.

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Depois de ler isto, lembrei-me disto (E melhoras? Nenhumas!):


1 de outubro de 2013

E amo-te. Muito, mesmo.

Sempre foste amor em mim. Desde o primeiro instante; Desde o primeiro abraço que dei à barriga da tua Mãe. Desde as primeiras lágrimas derramadas no momento da descoberta. És-me LUZ, és PAZ e alegria, doçura e bem querer. E é, nesta Vida louca onde os teus Pais te revelaram, que te quero amar mais e mais. E amo-te. Muito, mesmo.




29 de setembro de 2013

2 Meses depois, calças de ganga, jardineiras e cabelo a crescer (e mais umas coisitas que ali vão aparecer escritas).

Entretanto, esqueci-me de registar a (nova) utilização do portátil, ali abandonado, jogado e esquecido, depois de viagens e viagens sem fim. Dramático, no minimo, não? Mas as memórias RAM ajudaram-no bastante no seu singelo desempenho. A ele; Que a mim foi de ver "sairem-se-me" uns € do bolso.

E olhem, é o que é. Tudo o resto flui. Que bom, ainda bem para mim, para nós todos. Haja saúde e alegria porque num dia de eleições bem regado a chuva, não sei não... Bom, as almofadas gritam-me ali do sofá; o pijaminha já cá mora. A caneca de chá verde com hortelã acompanha-me e daqui nada aquece-nos o vinho tinto. Ui, flagrante delito assim num Domingo e em véspera de cumprir 40h semanais de trabalho! "Cabom". Oh diabo...!




17 de setembro de 2013

Já estamos em Setembro?



Ainda ontem - Julho, bem entendido - se festejava o dia do Orgasmo e hoje já estamos a 17 de Setembro??? Onde estou? O que faço aqui? Quem sou eu??? Ehehehehehehehe!





31 de julho de 2013

Registe-se o Dia do Orgasmo... Hoje!


Há lá coisa melhor (tipos no Mundo)? Não, não há. Não, não me parece!!!

Amén! Mas, já agora, se ajoelhou, tem que rezar. E é tão bom, xiça.

29 de julho de 2013

Está lá qualquer coisita!


Tenho-te em mim pelo tempo que for; Pelo tempo que durou e possa, quiça, durar. Contudo, tenho consciência (e aceito-o naturalmente) que não quero gostar de ti, na medida em que sei que não és para mim. Ou, dito de outra forma, sei que não te posso ter. Nem tu sabes ser tu logo... Será que te queria mesmo?

Bom, "assim-comássim"...





15 de julho de 2013

Em jeito de querer,

Não quero o primeiro beijo:
basta-me
o instante antes do beijo.
Quero-me
corpo ante o abismo,
terra no rasgão do sismo.
O lábio ardendo
entre tremor e temor,
o escurecer da luz
no desaguar dos corpos:
o amor
não tem depois.
Quero o vulcão
que na terra não toca:
o beijo antes de ser boca.

-- In "Tradutor de chuvas", Mia Couto.
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4 de julho de 2013

De corpos colados,

«Fomos o amor proibido e nem assim deixámos de ser o amor sagrado,
só o nosso amor limpa o pecado,
só um amor assim é sagrado,
amei-te como se não houvesse pecado.» --  Pedro Chagas Freitas in "In sexus veritas".
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Almoçámos pela primeira vez a 3 de Junho de 2010; Guardei uma das rolhas do Lambrusco e mostro-ta sempre que te deixo lá ir. Ficas orgulhoso e eu derreto-me (ainda mais). Enches-me a peito e alivias-me a alma.
Não te punha nem tirava nada. Não te mudava; Deixava-te ser! Mostrava-te apenas o Mundo (esta "coisa" maravilhosa que também é a vida simpática que dizes que eu tenho) mas assim através dos meus olhos, estás a ver? E mimava-te imenso e tal, não duvides. Palavras doces pela manhã, daquelas que só se proferem quando se gosta e se quer bem de verdade.
Pois sim, é que eu acredito em ti e no teu enorme potencial (e isto não é somente sexual, mas também é!). Ah, e gosto de fazer amor contigo mas também posso garantir que os teus beijos à chegada me fazem viajar para uma qualquer outra dimensão. Isto e a forma como nos abraçamos e encaixamos logo depois da pergunta: - Como é, podemo-nos abraçar e beijar já aqui? Ainda não respondeste e já estamos de corpos colados.
De há 3 anos para cá que o dia do teu aniversário me enche a semana e me renova. E para ti, o de sempre: o MELHOR. Não foi possível almoçarmos ontem mas brindei a ti. Sou uma fixolas. E quem sabe, não brindaremos (de corpos colados) um destes dias?

7 de junho de 2013

Sim,

sou mulher;
tenho 38 anos acabadinhos de fazer e,
em 5 meses, realizei 3 dos meus sonhos (até porque não desejo muito mais para além de paz interior);
tenho um A3 lindo e maravilhoso que me faz sorrir que nem menina, onde uso um tapa sol da Gata do Demónio (em tons rosa e altamente pirosos) para ajudar a proteger o vidro da frente;
tatuei-me e sinto-me "reconectada" comigo mesma;
fiz o meu primeiro retiro espiritual no passado fim-de-semana.

Sim, sou eu. Eu, MAIS eu.

E o resto é Paisagem (e calor)!



4 de junho de 2013

My Way.

 Chenrezig


“In the end
these things matter most:
How well did you love?
How fully did you live?
How deeply did you let go?”


-- Buddha.