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10 de dezembro de 2014

Isto é VIVER.


«Imprevistos e Contrariedades.

Abundam nas vidas de todos nós
Mas serão mesmo isso?

Aprendi que imprevistos e contrariedades só acontecem
Porque o mundo dos humanos se distanciou do mundo da Natureza
E com isso cada pessoa distanciou-se do seu Ser e da própria Vida.

Ao religar-me ao meu Ser, a Vida começou a falar comigo
e cada imprevisto, cada contrariedade passou a ser um sinal da Vida.
Ainda tenho instantes de ansiedade e inquietação
mas logo respiro fundo e oiço a Vida.

Os imprevistos passaram a ser a Vida a dizer-me "e isto? não pensastes nisto!"
e a mostrar-me quais os temas que são mais importantes
para o meu Ser em determinado momento
e que é tempo de rever prioridades.

E as contrariedades são agora a Vida a indicar-me "não é por aí",
são correcções aos desvios provocados pelas minhas expectativas distorcidas
e que é tempo de escolher outras opções, outros caminhos, outras acções.

Aos poucos liberto-me da necessidade de controlar os resultados
E com passos hesitantes aceito ser orientada pela mão da Vida
E a magia acontece – a cada passo sinto-me mais segura, mais feliz!

Que cada pessoa possa sentir que a Vida a orienta!
Esta é a minha magia para hoje e sempre. Xicoração.» -- Yasmin.


1 de dezembro de 2014

Love me tender, love me true.


«INTUIÇÃO. O homem tem capacidades intuitivas extraordinárias. Consegue intuir a hora das coisas, mesmo ainda antes do gelo estalar sob os seus pés. Mesmo antes de algo acontecer, o ser humano é capaz de intuir que chegou a hora. E é assim há milhares de anos. Mas o homem julga. O homem escolhe acreditar que não é capaz, e mesmo que seja capaz, que a intuição não é boa coisa. Por isso tapa. Por isso bloqueia. O homem bloqueia a sua capacidade mais magnânima. A sua capacidade de andar antes do tempo e de cuidar para que tudo possa acontecer como tem de acontecer, pelo simples facto de ele ter intuído. O homem tem a tendência para bloquear não só essa, mas quase todas as suas capacidades. «Eu não sou capaz.» «Eu não mereço.» «Isto é bom demais para mim.» São frases que, ditas milhares de vezes, arriscam-se a tornar-se realidade. Acredita na tua intuição. Ela é poderosa e transmutadora. Podes não acreditar em mais nada, mas acredita na tua intuição. Ela pode não mudar o mundo, mas com certeza mudará o teu mundo. E isso já é mais do que suficiente.» -- Jesus.

«Tenha paciência. Tudo aquilo que você deseja, se for verdadeiro e o mais importante: se for para ser seu, acontecerá.» -– Shakespeare. 

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E o que não tem que ser, vai. Não fica. Ou foi-se, finou-se. Puft!


24 de novembro de 2014

Estás fixe ou vais a Peniche?


Já fomos. E apesar da chuva que viajou connosco, foi como se não a tivessemos visto. Estava Sol, não estava? Eu quase que garanto que vi o Sol neste fim-de-semana (Bom, no meu coração vi-o. Assim como nos teus olhos e até nas tuas mãos). E, aparentemente, regressámos a Lisboa e trouxemos o Sol connosco. 

Afinal, e pelo menos desta vez, não foi preciso encomendar nada. Ele veio. Bom seria que fosse para ficar. O Sol e tu, tu e eu... Principalmente nós.

O amor! Uma palavra é a Luz, cantaram os Expensive Soul.



19 de novembro de 2014

No dia seguinte (ao dia em que TU morreste).


Capítulo 1.
Tenho idéia que sempre escrevi sobre o dia em que tu morreste. Ora pela morte cerebral, ora quando te parou o coração. Também já escrevi sobre as diferentes formas de dor sentida antes, durante e após. Foram várias as emoções; São dispares os sentimentos. Afinal de contas, sou capaz de ter coração. Quer dizer, eu sei que tenho pois ele bate-me cá dentro todos os dias. E não menos importante, desde o dia 7 de Fevereiro de 2011 que o "reconheço", que o sinto vibrar e pulsar. Foi o dia em que nasceu o meu Afilhado mais novo, o meu Amor maior. Ele é lindo, é maravilhoso e chama-se Francisco. Eu amo-o perdidamente e sei, porque o sinto com uma intensidade enorme, que ele me ama também. Mais que não seja, faz-me olhinhos quando quer e eu derreto-me sempre. Não tenho como evitar e nem quero fazê-lo. É amor, o que é que se vai fazer, não é? Nada. Vive-se, sente-se e aprende-se.

Capítulo 2.
Voltemos pois ao príncipio. No dia seguinte ao dia em que tu morreste, fiz várias coisas. A Carla Sofia quis dormir lá em casa e eu nem questionei. Faltavam-me forças para ripostar e eu já nem sabia ao certo de que terra era portanto, deixei-a ficar. Acordámos cedo (acho que não dormimos), tomámos banho e saímos para tomar o pequeno almoço no Scala. Nota que eu não ingeria alimentos sólidos desde o dia 27 de Outubro, o teu primeiro dia fora de casa. Aliás, foi o dia em que saíste e nunca mais voltaste. Mas lá fomos nós. Foi uma enchurrada de caras e de perguntas. Ainda hoje não sei o que disse mas sei que devo ter dado umas quantas respostas tortas. Caramba! Eu estava mega, ultra cansada de 3 semanas de angústia, de dor, de ausência, do desconhecido, do que ali estava/estaria para vir. E veio. Menos tu. Tu não voltaste a casa.

Capítulo 3.
Tratámos de vários assuntos, incluindo do velório e da cremação. Tratámos das festividades, basicamente foi isto. De tarde, recebi o Tiago lá em casa e com ele escolhi e separei a tua roupa toda. A Avó Fernanda e a Tia Teresa ficaram com a maior parte e por mim, tudo OK. Eu guardei a roupa interior, biquinis e fiquei com outras coisas também. Nada de mais. Já me conheces. A dor era tanta que tive o pensamento congelado durante tempos e a minha capacidade de raciocínio - PUFT! - esfumou-se; Caiu num caos qualquer. Mas sei que guardei o que me apeteceu, uso o que bem entendo (ainda tenho peças tuas, do tempo em que eras solteira, acreditas?). Aliás, posso dizer-te que tudo cheirava a ti, ao teu perfume inconfundível, o Femme Individuelle da Mont Blanc. Ainda guardo o frasco, usei-o até acabar. E gostava bastante mas... Nunca tive coragem de o comprar. Sei lá eu porquê. Acho que aquilo também és tu e eu tenho-te e sinto-te (ainda?) de diferentes formas e isso já é tanto e basta-me (ou não, nem sei). Tudo o resto, se for para mexer muito, vou fazer asneira. E também não me apetece, devo dizer-te. Tenho este feitio do caraças e tu já sabes que eu sou assim, metade torrão de açucar e outra metade limão. Portanto, é o que se arranja.

Capítulo 4.
No Domingo seguinte [isto porque o dia em que tu morreste foi numa Sexta, o dia seguinte (este sobre o qual te escrevo agora) foi Sábado], o Tiago tirou-me de casa. Fomos para a Baixa, levei o carro para o estacionamento do Camões e lá andámos nós, de loja em loja. Faltava-me roupa preta e um casaco de Inverno em condições. Este acabou por ser oferta do Pai. Aliás, uma de várias ao fim destes anos todos. Faço o que me ensinaste, que eu cá sou bem mandada, e deixei de ser orgulhosa. Aceito, não penso muito nessa coisa dos orgulhos e nessa merda do dinheiro, e olha... Sou bem mais feliz assim, sem ter orgulho por receber prendas do meu Pai. Afinal, ele é o meu Pai e eu sou a sua Filha. Nem sei bem porque raios estou a terminar este capítulo com esta frase meio tola (e bem longa, sem pontuação, ao jeito do Saramago) na medida em que sei que tu sabes disto melhor do que eu.

Capítulo 5.
Quer dizer, minto-te com todos os dentes que tenho. Não sou mais feliz, assim no seu todo. Aprendi a ser feliz sem ti, sem te ter por perto. Ou por outro lado, posso dizer que aceitei, perdoei e segui em frente. Optei pelo caminho mais difícil (tinha feito o mesmo um ano antes, com a história já velha e gasta do R. e, pelos visto, não lhe perdi o jeito), é certo. Mas quem disse que gosto das coisas simples da vida? Nada disso. Ainda assim, aqui estou, de pé. Sempre a "partir pedra", a aprender a ser feliz um dia de cada vez para não querer sorver tudo de uma só vez. E sorrio; Não posso, nem quero deixar de o fazer.

Contudo, hoje, e só por hoje, não me apeteceu ouvir música. 


18 de novembro de 2014

No dia em que TU morreste.


«Na noite em que tu nasceste, a Lua sorriu com tanta admiração que as estrelas vieram de imediato espreitar para te ver e a brisa nocturna sussurrou: "A vida nunca mais será a mesma". Porque nunca houve ninguém como tu neste Mundo, tão encantados contigo estavam o vento e a chuva que sussurravam bem alto o som do teu lindo nome. E o Céu soprou todos os seus trompetes e tocou todas as suas cornetas, na magnífica e maravilhosa noite em que tu nasceste.»
-- Nancy Tillman.

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Capítulo 1.
Não sei se nasceste de manhã, de tarde ou de noite mas sei qual foi dia em que TU morreste. Foi hoje, há 9 anos atrás e isso jamais esquecerei. Afinal, está/ficou gravado na minha alma para todo o sempre.

Capítulo 2.
Bem sei que nunca gostaste do teu nome mas, lá está, gostavas do meu e por isso mesmo, contra tudo e contra todos, chamaste-me Paula. Hoje, passados estes anos todos, muitos ou poucos não importa, a dor é sempre a mesma. Faltas-me tu, falta-me o calor da tua pele, falta-me o teu cheiro tão peculiar, faltam-me os afectos, o abraço, o teu jeito de me afagar do cabelo, falta-me a tua alegria, faltam-me as tuas tristezas de um passado na Ilha, onde nunca conseguiste ser tu, em plenitude. Faltam-me os teus "dizeres" (bom, agora tenho a Célia que diz coisas, levadas da breca, mas que me fazem gargalhar sem parar), faltam-me as tuas certezas (especialmente aquelas que tanto me serenavam e outras vezes vezes me tornavam forte), faltam-me as tuas anedotas, faltas-me tu e o Pai juntos, amigos e companheiros, como nunca mais voltei a encontrar casal igual. Falta-me a candura do teu olhar, ora conciso, ora duro, ora doce feito mel. Faltas-me tu, o meu eterno porto seguro. Não te vejo alçar da perna em jeito de descanso, enquanto fumavas um dos teus 50 cigarros SG Filtro, mas a Rosete fá-lo como mais ninguém, tal e qual tu o fazias, sem vergonhas e na maior. Faltas-me tu e a tua capacidade de organização. Podes não acreditar mas eu até tenho saudades da carne assada e da panela de arroz que levavas para a casa da Alice, por ocasião das festas. Esta é a mesma Alice que ainda há dias me disse que só tu lhe pedias utensílios de cozinha dos quais ela nunca tinha ouvido falar. Vê lá tu bem que até sinto saudades de te pores a arrumar os armários e as cozinhas das pessoas em geral (na verdade, arrumavas tudo o que apanhasses à frente). Falta-me o teu amor imenso por mim (nunca ninguém me amou como tu me amaste), por todos e por tudo quanto acreditavas valer a pena. Eras mais do que um pilar. Eras força, coragem e luta. Misturavas-lhe graça, punhas aquela pitada de humor (e até alguma "brejeirice") e era vê-los todos a invadir a tua cozinha, já perdidos de tanto de rir. Ías sempre para a frente, nunca olhavas para trás; Não querias e nem gostavas de o fazer. Eras presente no momento presente. E quer queiras, quer não, foste sempre o "presente" da minha vida, o meu maior tesouro. Em tudo. Querias ter os meus olhos grandes e as pestanas longas (o que tu falavas disto!) mas tu eras a Luz em pessoa. E ainda bem que não fui só eu que te "vi" assim. 

Capítulo 3.
Decididamente, tu não eras normal; Não eras deste Mundo. E não tenho dúvidas de que o Mundo, este mesmo Mundo em que viveste e em que vivemos ainda todos, não te esquecerá. Afinal de contas, a vida não foi a mesma desde o dia em que nasceste, nem tão pouco desde o dia em que TU morreste.

[E até foste tu que me ajudaste a pagar o bilhete para eu ir a Alvalade (credo em cruz) ver os Srs. das Armas e das Rosas. Sim, eu sei. Isto não tem nada a ver com o dia em que tu morreste mas não podia deixar de dar o ar da minha graça, caso contrário isto ficava dramático demais. E não vale a pena, né?]




17 de novembro de 2014

É que é o mês de Novembro nunca foi gajo para brincar.




Livrai-nos Senhor de pensamentos pecaminosos, de luxúria e coisas assim tão deliciosamente boas. Amém! (gosto de ver o ponto de exclamação no fim do Amém!)
Oh pá, tu que vais mas voltas sempre. Mas aqui o que me irrita profundamente (o que vale é que é só de vez em quando que eu cá não gosto nada de perder tempo) é o facto de me acontecer o mesmo.

Bom, não me cansarei de referir que o Cácalharás sabe-la (sempre) todinha. E na ponta da língua! Opsss... Voltei ao mesmo! Livrai-nos Senhor de pensamentos pecaminosos, de luxúria e coisas assim tão deliciosamente boas. Amém! (continuo a gostar de ver o ponto de exclamação no fim do Amém!)

Estamos em Novembro, pá. E este gajo não brinca em serviço.

[Já tu brincas comigo. E eu contigo. E brincamos os dois, assim como quem não quer nada (mas queremos). E gostamos de querer. Mas também gostamos de gostar.]

No coração, talvez, ou diga antes:
Uma ferida rasgada de navalha,
Por onde vai a vida, tão mal gasta.
Na total consciência nos retalha.
O desejar, o querer, o não bastar,
Enganada procura da razão
Que o acaso de sermos justifique,
Eis o que dói, talvez no coração.

-- José Saramago - "Os Poemas Possíveis" --

Apita o comboio.


Sempre que se avizinha algo deste género, o que é que eu posso fazer?

Puft! Por exemplo, vou até Sta. Apolónia, meto-me num comboio até Sta. Comba Dão e lá estava o meu Pai à espera!

Para além dele, quem me esperou também foi o frio, a chuva, um vai e vai de coisas para fazer, outras tantas pessoas para abraçar e conversar, tive lareira, pantufas da Serra, o vinho tinto, as castanhas e até o tricôt. Aiii... Quase me esquecia do pão. E do queijo. E da sopa maravilhosa que comi em Tábua.

Já vos falei do cozido na Casa do Benfica de Oliveira do Hospital? Pois foi. E estava bem bom.

12 de novembro de 2014

Generosidade, que (mais) queres tu de mim?


Bom, nem eu própria consigo responder à questão.

São 39 anos de intenção verdadeira mas também de muitas dúvidas, mágoas, de dor e angustia e de perplexidade. Entretanto, vão-me pesando os ossos e tenho dias em que mal aguento as costas. Sim, a tendência tem sido carregar o "mundo" às costas, preocupar-me e amar os outros como me amo a mim mesma.

Ainda me questiono (e tomo decisões drásticas; gostava de ser má mas mesmo muito má), é certo, mas normalmente volto a cair, volto a ceder. E novamente vem a dor, o pesar. Mas nada de lamentos. Fazer o papel de vitima não me cai bem e em nada me favorece.

Queria ter estes 20 segundos de "auto-punição", largar, deixar ir... Ainda não sou capaz de o fazer (será que quero?) mas chego lá (ou não). Oh se chego (nem sei!).



11 de novembro de 2014

Qualquer dia vou e não volto.


Tipo assim:

Deu-me para arrancar sem destino nenhum;
Sem pendura pois a vida já me foi dura para insistir na companhia.

O destino... Só eu saberei.


Psssttt... Hoje é Dia de S. Martinho!


O S. Martinho sempre foi uma data importante para mim. Nunca foi pelo vinho (agora também é) mas sim pelas castanhas. Mas não só.

Na minha casa, fosse dia de semana ou ao fim-de-semana, era sempre dia de jantar de forno. Havia (mais) alegria, falávamos e e riamos alto, comíamos ainda melhor e no fim... Ei-las, as belas castanhas! Cozidas, fritas e assadas misturadas com o carinho único da minha Mãe que, não lhe bastando ter-nos feito o jantar, fazia imensa questão de as ir descascando. Realmente, só mesmo um ser humano como ela para o fazer. Mas eu aprendi a lição e também o faço. Isso e separar bago a bago de uva para servir à mesa (ou dar na boquinha de alguém mais especial).

A minha Mãe costumava dizer que com tanta castanha que eu comia (fora o chá ou água que ingeria), qualquer dia fazia madeira na barriga. E esta não era, de todo, uma visão agradável. Porém, e quando passei a beber vinho, a questão deixou de se pôr. Vinho é vinho. Tinto, sempre.

Aos 39 anos descobri que o meu alimento preferido - a bela da castanha, pois então - faz-me mal (muito mesmo). Chamam-lhe intolerância alimentar mas eu prefiro pensar que é só mais uma modernice. Mas nã, nã, nã... Hoje é Dia de S. Martinho!

Até as ter todas cá dentro (as que conseguir aguentar!), a incharem-me a barriga como só elas e a demorarem uma eternidade para serem "processadas" pelo organismo, vou ver se medito e abro a mente e o coração para as "receber". E vou perdoar-me (tenho que começar o quanto antes!). Tenho a certeza que serei feliz que é, como quem diz, as belas castanhas vão-me saber pela vida!

E eu sou pela paz, pelo amor e por aproveitar tudo de bom e maravilhoso que a vida nos dá. E hoje, só por hoje, vou comer castanhas e estarei (ainda) mais feliz.

Abra-se a garrafa de vinho!
 


7 de novembro de 2014

Natal na Toscânia, por exemplo.

Bem sei que há-de chegar o dia em que conseguirei arrastar o meu Pai até aqui(*), a fim de passarmos um Natal longe de tudo e de todos. Vai na volta, ainda apanharemos neve e será uma aventura, uhuh! Se eu gosto de neve (tipo para esquiar e cair que nem doida, tal e qual uma Miss Piggy de esquis em punho)? Não, não gosto. Mas estava-se muito bem no lounge lá do sítio, a fumar cigarros e a beber vinho tinto, licores ou, quiça, whisky velho Cardhu, daquele de malte e que dizem ser divinal. Sem gelo, claro está. Posso não bebê-lo mas sei como se faz/bebe.

Bom, falta-me aqui um pormenor de tamanha relevância. Certo e sabido que, antes mesmo de chegar à Itália, faria escala no Funchal para apanhar a minha Prima Rosa. Até porque, se ela não pudesse ir, nem eu me atrevia a sair de casa. Fugir por fugir, posso sempre meter-me na A2 e rumar à Caparica.

Porém, coloca-se-me agora uma única questão: então eu lá parava no Funchal, é certo mas e... Como controlar o impeto de matar saudades de abraços, de ponchas, de noites pequenas e dias longos, de afectos, de amor, de carinho, de alegria pura?...

Ah, já sei! Saía de Lisboa com uma semana de antecedência e aproveitava tudo, mas tudo a que tenho direito. Amém!

(*) A primeira escolha sempre foi Viena de Austria mas depois... Valha-me Santa Toscânia!


Gosto de sonhar e então?

 

4 de novembro de 2014

Da Vida e Do Mundo.

Nesta busca constante do Ser, da Essência, do Eu primordial, no processo de resgatar a Criança Interior, há que escutar, há que querer saber mais e mais, sem lamentações nem necessidade de nos fixarmos numa ou noutra corrente... Importa querer, acima de tudo, ser um Ser Humano melhor todos os dias.

O Budismo pode não ser a resposta para todas as dúvidas. Ainda assim, o que não se pode negar é que é deveras inspirador. E recomenda-se.

Nos entretantos desta vida...

2 de novembro de 2014

Ovelha negra.

All of Me!
Se existem bichos dos quais gosto são as ovelhas. Méééééé... Qualquer coisa como: "Se não tenho como fugir do rebanho, ao menos faço questão de ser a ovelha negra."

"Assim-comássim", as Rosas, as Mónicas e as Vanessas da minha vida vão entender-me perfeitamente.

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Sei que não sou santa, as vezes vou na cara dura
As vezes ajo com candura pra te conquistar
Mas não sou beata, me criei na rua
E não mudo minha postura só pra te agradar... -- Ana Carolina, Garganta.






5 de dezembro de 2013

Correr à noite em Lisboa.


Eu até que comecei bem a "coisa" e até escrevi sobre isto mas depois... Puft! É que nunca mais me lembrei do assunto.

Dizem os mais entendidos que mais vale tarde do que nunca. E eu faço questão de registar a minha primeira vez em corridas. Sim, co-rri-das.

Sim, foi em Outubro, em plena Lisboa, estava a chover mas quiseram os Céus que parasse durante a dita cuja. Foi giríssimo, exceptuando a parte da (dor de) burra que acompanhou as outras duas garotas. Oh pá, oh pá... São 28 aninhos (os delas, claro!). Não se aguenta, bem sei!


Night Run, night runners forever, pá! É isto e dançar Diego Miranda durante quase 2h seguidas em pé! Corajosas, valentes, hein?!...


Não posso provar o que digo.

«Sempre me fascinaram mais as janelas indiscretas do que as portas escancaradas, confesso. Mas não não posso provar o que digo.»

Este tesouro foi descoberto e está aqui.
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Entretanto, está um frio glaciar. Não me canso de dizer, nem tão pouco de o escrever.
O mês de Novembro acabou e Dezembro chegou. Ainda estamos no Outono mas o Inverno não tarda em chegar. Havemos de ir a Belém. Ou não! Mas os pasteis estarão sempre por lá. Por vergonha de me deixar levar pela gula, só como dois. E um café acaba sempre por não me chegar também. Tal como os afectos. Raramente me chegam. Mas também passo bem sem eles. Bom, mas eu sou esquisita e nem sempre dada a certezas. O que é parado, inerte, estanque não me atrai. A não ser que nos estejamos a referir ao modus operandi in sofá. Bolas, isto escrito assim até parece que fica bonito. Ou então não e ficamos assim. Mas que praticar o sofaying é bom, do melhor, lá isso é! Vai bem com o tricot que, "benzádeus", não há meio de terminar.

Tudo isto faz parte, como diz a Miss C.. Faz parte do que é e do que sou. Afinal, a vida é o que é mas... Não posso provar o que digo.


10 de outubro de 2013

Reino do coração.



Praia do CDS, Costa da Caparica. Outubro de 2013.

Era para aqui que eu caminharia (se fosse possível pelo menos assim,  agora... Já!).

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«(...) Para onde caminha o mundo?
Muitos são os chamados…, mas muitos também são os surdos. Há um pulsão de transformação certa, mas para por acender a luz e ver em tua própria escuridão.
E seu chegar a acendê-la, o que verei?
Saberá tudo que está pulsando, que tudo vibra… Se buscas o eu, acabarás esbarrando com a ausência do eu; o transformador é sentir o ser. Se isso acontece, terás dias piores ou melhores, mas recordarás o sabor do ser.
Um conselho definitivo?
Ocupa-te do reino do coração e o resto te chegará por consequência.
Claudio Naranjo em entrevista ao jornal espanhol La Vanguardia, publicada em 17 de janeiro de 2012: “Ocúpate del reino del corazón, y lo demás te llegará“»



15 de julho de 2013

Em jeito de querer,

Não quero o primeiro beijo:
basta-me
o instante antes do beijo.
Quero-me
corpo ante o abismo,
terra no rasgão do sismo.
O lábio ardendo
entre tremor e temor,
o escurecer da luz
no desaguar dos corpos:
o amor
não tem depois.
Quero o vulcão
que na terra não toca:
o beijo antes de ser boca.

-- In "Tradutor de chuvas", Mia Couto.
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