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2 de dezembro de 2014

Comer, Meditar e Fazer o Amor.


O amor, o amor... Ai, o amor!

Por acaso, não fui eu que escrevi isto mas bem que poderia ter sido. E é de reter:

«(...) A felicidade, hoje, não é de quem sabe perseguir curiosamente as coisas todas, mas de quem sabe onde ir e onde ficar, o que seguir e o que deixar, o que escolher, o que ignorar. A felicidade, hoje, nestas noites feitas dias claros, é saber que as coisas do dia não se acabam, mas que a noite chega e passa, e mesmo que venha outra, a de hoje não volta mais. E há coisas que não são da noite nem do dia, mas que não podes esquecer no meio do teu tempo ocupado:

Lembra-te que o corpo é carne e quer carne. Que quem não come definha, mesmo que ache que não.
 
Lembra-te que a alma adora quem ama. Inventa uma religião em que falar seja sagrado, em que um beijo valha o mesmo que uma prece.

Lembra-te que o sexo não é automático. Não é obrigatório, nem é opcional. É voluntário. Há que o querer. E que a forma mais antiga de aproximar pessoas e de as fazer sorrir não é um psicoterapeuta. É foder. Com quem quiseres. Como deve ser.»



26 de novembro de 2014

Esta vida não tem hora(s).


«(...) Criar tensão é bloquear a passagem da vida em tudo aquilo que ela nos oferece. Coisas que consideramos boas e outras que classificamos como más. Bloqueando, não permitimos que as más fluam e se transformem em algo que nos sirva de modo diferente. E não criamos espaço para que as boas fluam na nossa direcção. (...)»
~~~~~~~~~~~~~
É caso para se escrever que, ao aceitar o momento presente, correm-se menos riscos de sair de um momento menos positivo com a sensação de que se bateu contra uma parede. O que, obviamente, pode ser bastante desagradável.

Será de experimentar. Certamente que não haverá lugar para os efeitos secundários.



25 de novembro de 2014

4# Do They Know It's Christmas?


Se contei bem, faltam 30 dias para o Natal. Mas isto é meramente informativo, obviamente. Ainda assim, passo a palavra.


I just want you for my own
More than you could ever know
Make my wish come true
All I want for Christmas
Is you, you, yeah



24 de novembro de 2014

Estás fixe ou vais a Peniche?


Já fomos. E apesar da chuva que viajou connosco, foi como se não a tivessemos visto. Estava Sol, não estava? Eu quase que garanto que vi o Sol neste fim-de-semana (Bom, no meu coração vi-o. Assim como nos teus olhos e até nas tuas mãos). E, aparentemente, regressámos a Lisboa e trouxemos o Sol connosco. 

Afinal, e pelo menos desta vez, não foi preciso encomendar nada. Ele veio. Bom seria que fosse para ficar. O Sol e tu, tu e eu... Principalmente nós.

O amor! Uma palavra é a Luz, cantaram os Expensive Soul.



21 de novembro de 2014

(Quero) Acordar com o toque suave de um beijo.

Não se era maior o desejo ou o espanto
Mas sei que por instantes deixei de pensar
Uma chama invisível incendiou-me o peito
Qualquer coisa impossível fez-me acreditar

Em silêncio trocámos segredos e abraços
Inscrevemos no espaço um novo alfabeto
Já passaram mil anos sobre o nosso encontro
Mas mil anos são poucos ou nada para a estrela do mar...


E qualquer coisa impossível fez-me acreditar.
Sim, é Sexta-Feira. E depois de amanhã será Domingo.


Estrela do Mar...



18 de novembro de 2014

Um dia (eu vou ficar bem).


Pode ser o que você quer
Ou o que eu tenho pra te dar
Uma vida inteira pra viver
Ou um só segundo pra lembrar...



17 de novembro de 2014

É que é o mês de Novembro nunca foi gajo para brincar.




Livrai-nos Senhor de pensamentos pecaminosos, de luxúria e coisas assim tão deliciosamente boas. Amém! (gosto de ver o ponto de exclamação no fim do Amém!)
Oh pá, tu que vais mas voltas sempre. Mas aqui o que me irrita profundamente (o que vale é que é só de vez em quando que eu cá não gosto nada de perder tempo) é o facto de me acontecer o mesmo.

Bom, não me cansarei de referir que o Cácalharás sabe-la (sempre) todinha. E na ponta da língua! Opsss... Voltei ao mesmo! Livrai-nos Senhor de pensamentos pecaminosos, de luxúria e coisas assim tão deliciosamente boas. Amém! (continuo a gostar de ver o ponto de exclamação no fim do Amém!)

Estamos em Novembro, pá. E este gajo não brinca em serviço.

[Já tu brincas comigo. E eu contigo. E brincamos os dois, assim como quem não quer nada (mas queremos). E gostamos de querer. Mas também gostamos de gostar.]

No coração, talvez, ou diga antes:
Uma ferida rasgada de navalha,
Por onde vai a vida, tão mal gasta.
Na total consciência nos retalha.
O desejar, o querer, o não bastar,
Enganada procura da razão
Que o acaso de sermos justifique,
Eis o que dói, talvez no coração.

-- José Saramago - "Os Poemas Possíveis" --

12 de novembro de 2014

Enquanto houver estrada para andar.


Gosto muito, mesmo muito, de mim. Mas (também) gosto de TI.
Não sei bem se me entendes (apesar de me teres dito logo que sim) mas a minha vida pauta-se pela verdade; Não quero voltar a "mentir-me" e a "enganar-me", fugindo de ti assim, de forma labiríntica (esta palavra existe?). Gosto de ti. Talvez fosse este o problema ou, mudando-lhe o tempo verbal, talvez seja este o problema (ou pelo menos um deles).

Problema? Não, não há qualquer espécie de problema. Gostar de ti não é "o" problema. Só que é aqui, neste exacto instante, que voltamos ao início: gosto muito, mesmo muito, de mim.

Sim, isto é assunto para se evocar o S. Jorge Palma. "Assimcomássim", a gente vai continuar...



6 de novembro de 2014

E o que foi (feito) do coração?

Coração fechado é um coração magoado. Diz a R. B. e está muito bem dito.

Já o Marco (oh "coisa" mais linda e boa...) canta assim:

Coração, olha o que queres...



Depois, logo se vê.


[Queria eu não estar "chateada" com nada. (Vá, não insistas.)]

Então e... Depois? Depois, logo se vê.


Eu gosto do claro quando é claro que você me ama
Eu gosto do escuro no escuro com você na cama
Eu gosto do não se você diz não viver sem mim
Eu gosto de tudo, tudo o que traz você aqui
Eu gosto do nada, nada que te leve para longe
Eu amo a demora sempre que o nosso beijo é longo
Adoro a pressa quando sinto
Sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby, com você já, já

Mande um buquê de rosas, rosa ou salmão
Versos e beijos e o seu nome no cartão
Me leve café na cama amanhã
Eu finjo que eu não esperava
Gosto de fazer amor fora de hora
Lugares proibidos com você na estrada
Adoro surpresas sem datas
Chega mais cedo amor
Eu finjo que eu não esperava

Eu gosto da falta quando falta mais juízo em nós
E de telefone, se do outro lado é a sua voz
Adoro a pressa quando sinto
Sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby com você chegando já... (Helena Elis)





2 de novembro de 2014

Os deuses, as dúvidas.

Depois de ter você
Pra que querer saber
Que horas são?

Se é noite ou faz calor
Se estamos no verão
Se o sol virá ou não
Ou pra que é que serve
Uma canção como essa?

Depois de ter você
Poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas
Pra que amendoeiras pelas ruas?
Pra que servem as ruas?
Depois de ter você...


Will be.

E que assim seja...
[Considerações (meio que "às cegas") de fim-de-semana deram nisto.]

PS: E o Benfica lá ganhou na Sexta-Feira. Amém e, claro... Venha a nós um batom vermelho.


31 de outubro de 2014

Lost & Found.


NOCTURNAMENTE.
Nocturnamente te construo
para que sejas palavra do meu corpo
Peito que em mim respira
olhar em que me despojo
na rouquidão da tua carne
me ínicio
me anuncio
e me denuncio
Sabes agora para o que venho
e por isso me desconheces.
 
© MIA COUTO. In Raíz de Orvalho e Outros Poemas, 1999.



São gestos...


"Apenas sei que caminho como quem
É olhado amado e conhecido
E por isso em cada gesto ponho
Solenidade e risco". -- Sophia de Mello Breyner.


30 de outubro de 2014

O poder do Amor.


O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que me deixa maluca, quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz. 

-- O Meu Amor, Chico Buarque --


28 de outubro de 2014

Underneath black sheets.

@Av.ª EUA, Lisboa. 2014.


Something 'bout the way the hair falls in your face
I love the shape you take when crawling towards the pillowcase
You tell me where to go and
Though I might leave to find it
I'll never let your head hit the bed
Without my hand behind it







Pardon the way that I stare. There's nothing
else to compare. The sight of you leaves me
weak. There are no words left to speak.
But if you feel like I feel. Please let me know
that it's real. You're just too good to be true.
Can't take my eyes off of you. 




Ooopppsss, já fomos!


Tengo hambre de tu boca, de tu voz, de tu pelo
y por las calles voy sin nutrirme, callado,
no me sostiene el pan, el alba me desquicia,
busco el sonido líquido de tus pies en el día.

Estoy hambriento de tu risa resbalada,
de tus manos color de furioso granero,
tengo hambre de la pálida piedra de tus uñas,
quiero comer tu piel como una intacta almendra.

Quiero comer el rayo quemado en tu hermosura,
la nariz soberana del arrogante rostro,
quiero comer la sombra fugaz de tus pestañas

y hambriento vengo y voy olfateando el crepúsculo
buscándote, buscando tu corazón caliente
como un puma en la soledad de Quitratúe.


-- Pablo Neruda, Soneto XI --

27 de outubro de 2014

Pescadinha de rabo na boca.

Ou tudo ou nada. Desperdiçar 0. Meia bola e força mas... Qual meia bola, qual quê! Vens, vou, vamos (juntos) com a bola toda, jogamos e ficamos sempre a ganhar. Damos o jogo por encerrado, arrumam-se as peças e vais à tua vidinha que se faz tarde. Além disso, e para mim, são mais do que horas de dormir.

Pescadinha de rabo na boca, coisa mais boa e fofa. E só não te amo porque não te posso "ter" por perto. Quer dizer, poder até posso. Mas não sei se me apetece.


23 de outubro de 2014

Soalho pélvico.

Do Pilates, cujo verbo é Pilatar:
De tantas outras coisas que lá aprendi, e das quais posso referir, só por exemplo, as 3001 formas de respirar, assim como, outras tantas de encaixar a anca [este post resume-se a isto, à anca e ao que se pode fazer com ela, seja às Quartas, às Sextas mas, na verdade, o meu conselho é que seja todos os (santos?) dias da semana], eis que também já sei o que é o soalho pélvico. Porém... Não posso deixar de mencionar que tudo me parece um tanto ou quanto sexy, erótico, bonito e eu gosto. Oh se gosto.

Amanhã volta a ser dia de sair de lá de banho tomado, cabeça arejada e com o belo do soalho pélvico "arrumado". É Sexta-Feira, o tempo está de feição. Como é óbvio, só dá vontade de fazer o amor mal se chegue a casa. Brincamos, oh quê?!...

Inspira, expira... Sobe a anca, aperta os glúteos, encaixa a anca e no fim, solta o soalho pélvico, descansa e relaxa (só fica a faltar o cigarinho, querem ver?)... Diz que também é bom para a bexiga, pois evita a incontinência. Já o sexo, esse bendito seja louvado, faz bem a tudo.


24 de fevereiro de 2014

Nas bancadas.


Vens e voltas. Vais e vens. Num corrupio de alegria, paixão, vontade boa daquela que se tem e se sente quando se quer bem alguém (e a alguém em particular). Já não há dor, nem espaço para a mágoa. Valha-nos isso. E perdemo-nos no tempo.

Continuo a gostar da cabeça dos teus dedos das mãos, do som da tua voz, da tua boca, de me quereres aninhada a ti e em ti e sim, já sei. Tu gostas de mim. E da minha maneira de falar, gostas da forma como articulo as palavras, mesmo quando roo uma maçã ao teu ouvido. Somos doidos, é certo. Mas existem malucos para tudo. (Olha para mim, aqui a escrever sobre nós a passos largos de se completarem 4 anos depois do primeiro almoço, regado de sol e banhado de lambrusco rosé. A rolha desse almoço está lá, heroicamente exposta numa prateleira especial onde "moram" também outros amores...)

Vieste, foste e está tudo maravilhoso. Perfeito. Ainda assim, e vá-se lá saber porquê, tu poderias ser "aquele"... Palavras soltas, desejos vãos entre um Z no teu coração e o delírio nas bancadas.


«Paisagem.

Desejei-te pinheiro à beira-mar
para fixar o teu perfil exacto.

Desejei-te encerrada num retrato
para poder-te contemplar.

Desejei que tu fosses sombra e folhas
no limite sereno dessa praia.

E desejei: «Que nada me distraia
dos horizontes que tu olhas!»

Mas frágil e humano grão de areia
não me detive à tua sombra esguia.

(Insatisfeito, um corpo rodopia
na solidão que te rodeia.) »

@David Mourão-Ferreira, in "A Secreta Viagem".