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2 de dezembro de 2014

Comer, Meditar e Fazer o Amor.


O amor, o amor... Ai, o amor!

Por acaso, não fui eu que escrevi isto mas bem que poderia ter sido. E é de reter:

«(...) A felicidade, hoje, não é de quem sabe perseguir curiosamente as coisas todas, mas de quem sabe onde ir e onde ficar, o que seguir e o que deixar, o que escolher, o que ignorar. A felicidade, hoje, nestas noites feitas dias claros, é saber que as coisas do dia não se acabam, mas que a noite chega e passa, e mesmo que venha outra, a de hoje não volta mais. E há coisas que não são da noite nem do dia, mas que não podes esquecer no meio do teu tempo ocupado:

Lembra-te que o corpo é carne e quer carne. Que quem não come definha, mesmo que ache que não.
 
Lembra-te que a alma adora quem ama. Inventa uma religião em que falar seja sagrado, em que um beijo valha o mesmo que uma prece.

Lembra-te que o sexo não é automático. Não é obrigatório, nem é opcional. É voluntário. Há que o querer. E que a forma mais antiga de aproximar pessoas e de as fazer sorrir não é um psicoterapeuta. É foder. Com quem quiseres. Como deve ser.»



1 de dezembro de 2014

Love me tender, love me true.


«INTUIÇÃO. O homem tem capacidades intuitivas extraordinárias. Consegue intuir a hora das coisas, mesmo ainda antes do gelo estalar sob os seus pés. Mesmo antes de algo acontecer, o ser humano é capaz de intuir que chegou a hora. E é assim há milhares de anos. Mas o homem julga. O homem escolhe acreditar que não é capaz, e mesmo que seja capaz, que a intuição não é boa coisa. Por isso tapa. Por isso bloqueia. O homem bloqueia a sua capacidade mais magnânima. A sua capacidade de andar antes do tempo e de cuidar para que tudo possa acontecer como tem de acontecer, pelo simples facto de ele ter intuído. O homem tem a tendência para bloquear não só essa, mas quase todas as suas capacidades. «Eu não sou capaz.» «Eu não mereço.» «Isto é bom demais para mim.» São frases que, ditas milhares de vezes, arriscam-se a tornar-se realidade. Acredita na tua intuição. Ela é poderosa e transmutadora. Podes não acreditar em mais nada, mas acredita na tua intuição. Ela pode não mudar o mundo, mas com certeza mudará o teu mundo. E isso já é mais do que suficiente.» -- Jesus.

«Tenha paciência. Tudo aquilo que você deseja, se for verdadeiro e o mais importante: se for para ser seu, acontecerá.» -– Shakespeare. 

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E o que não tem que ser, vai. Não fica. Ou foi-se, finou-se. Puft!


28 de novembro de 2014

Lar rima com Amar.


Do Funchal à Vila do Mato, do Crato à Costa da Caparica, do Entroncamento a Castelo Branco, da Venda Nova a Peniche, de Inglaterra à Austria, da Alemanha ao Egipto.

[Contigo, então... Perfeito demais. Não dá sequer para mexer. Nem estragar. (Nem tudo o que parece é. É só o que é e nada mais)]



21 de novembro de 2014

(Quero) Acordar com o toque suave de um beijo.

Não se era maior o desejo ou o espanto
Mas sei que por instantes deixei de pensar
Uma chama invisível incendiou-me o peito
Qualquer coisa impossível fez-me acreditar

Em silêncio trocámos segredos e abraços
Inscrevemos no espaço um novo alfabeto
Já passaram mil anos sobre o nosso encontro
Mas mil anos são poucos ou nada para a estrela do mar...


E qualquer coisa impossível fez-me acreditar.
Sim, é Sexta-Feira. E depois de amanhã será Domingo.


Estrela do Mar...



11 de novembro de 2014

Qualquer dia vou e não volto.


Tipo assim:

Deu-me para arrancar sem destino nenhum;
Sem pendura pois a vida já me foi dura para insistir na companhia.

O destino... Só eu saberei.


31 de outubro de 2014

Lost & Found.


NOCTURNAMENTE.
Nocturnamente te construo
para que sejas palavra do meu corpo
Peito que em mim respira
olhar em que me despojo
na rouquidão da tua carne
me ínicio
me anuncio
e me denuncio
Sabes agora para o que venho
e por isso me desconheces.
 
© MIA COUTO. In Raíz de Orvalho e Outros Poemas, 1999.



29 de outubro de 2014

Coisas de Família.

Morreu-se-me mais uma das minhas pessoas. Daquelas do Património que é a Família mas daquelas de quem eu sempre gostei, de quem gostava e de quem vou gostar na mesma.

De qualquer forma, e em jeito de compensação, quis o Universo que eu me animasse um pouco e eis que encontro o meu porto seguro, o meu mais que tudo. E não, não foi o gajo do café. Aliás, até é coisa de gaja não fosse ela a Madeira, a minha Ilha da Madeira.

Oh McNamara: eu cá já gostava de ti mas agora, upa upa.


28 de outubro de 2014

Cabe tudo dentro de um abraço.



Minha Querida e Doce Inês,

Que as nossas vidas sejam sempre recheadas de amor e temperadas com alegria, carinho e copos de vinho tinto (venham a nós os Sábados tão adorados!).
Fazes parte do Património dos meus Afectos e tenho por ti uma admiração e respeito enormes.
Coisas nossas... De ontem, do hoje e para o amanhã.

Underneath black sheets.

@Av.ª EUA, Lisboa. 2014.


Something 'bout the way the hair falls in your face
I love the shape you take when crawling towards the pillowcase
You tell me where to go and
Though I might leave to find it
I'll never let your head hit the bed
Without my hand behind it







Pardon the way that I stare. There's nothing
else to compare. The sight of you leaves me
weak. There are no words left to speak.
But if you feel like I feel. Please let me know
that it's real. You're just too good to be true.
Can't take my eyes off of you. 




20 de janeiro de 2014

Isto é apenas Janeiro que se está a intrometer entre mim e a minha vida!









Isto há lá coisas do caraças.

Foi aos 38, nada mais pude fazer. Rendi-me e lá deixei quase 36€ na farmácia ao trazer para casa o meu primeiro anti rugas. Ora toma lá, embrulha e mete a viola no saco.

As imagens alusivas ao amor (e tantas outras histórias parvas e cheias de mel, em alto potencial para a diabetes) nada mais são que devaneios e estados loucos de pura diversão. Ops! Haverá lá coisa melhor do que gozar, rir, "flirtar" e dizer disparates como se não houvesse destino?

Eu quero MESMO acreditar que existem fadas. Mais que não seja para... Evitar o stress!!!

Nos "entretantos", fui à Madeira e vim. Emocionante. Emocional. Único. A repetir. Desta feita, com maior frequência que esta coisa das emoções não é para mim e eu sofro do coração. Tem dias. E é só às vezes.Ou não. E estou a fazer filmes.

Estou com gripe vai para duas semanas e dois dias. Se me queixo? Não. Não me apetece. Haja saúde e alegria  e... Mais não digo. (e o meu Benfica vai à frente do campeonato!)

Isto é apenas Janeiro que se está a intrometer entre mim e a minha vida!

29 de julho de 2013

Está lá qualquer coisita!


Tenho-te em mim pelo tempo que for; Pelo tempo que durou e possa, quiça, durar. Contudo, tenho consciência (e aceito-o naturalmente) que não quero gostar de ti, na medida em que sei que não és para mim. Ou, dito de outra forma, sei que não te posso ter. Nem tu sabes ser tu logo... Será que te queria mesmo?

Bom, "assim-comássim"...





26 de março de 2013

Do que é Eterno em mim.

devagar, o tempo transforma tudo em tempo.
o ódio transforma-se em tempo, o amor
transforma-se em tempo, a dor transforma-se
em tempo.
os assuntos que julgámos mais profundos,
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,
transformam-se devagar em tempo.
por si só, o tempo não é nada.
a idade de nada é nada.
a eternidade não existe.
no entanto, a eternidade existe.
os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.
os instantes do teu sorriso eram eternos.
os instantes do teu corpo de luz eram eternos.

foste eterna até ao fim.

-- José Luís Peixoto.
 

19 de março de 2013

O meu Pai & Eu.


Gala do 104.º Aniversário do Sport Lisboa e BENFICA, Casino do Estoril_2008.02.28.

Adoro esta nossa foto! Até porque não há muito mais a dizer nestas datas... Todos os dias vão sendo nossos, desta ou daquela maneira. E quando não temos Quartas... Jantamos às Terças!

Entretanto, o postal que já leste dizia...
- Pois que agradeço todos os teus ensinamentos que sempre... Me entram por um ouvido e saem pelo outro! Que é nada mais, nada menos o que me dizes há vários anos!!!

Mas que raios! És tão fixe, tão fixe que até me acompanhaste à Gala do 104.º Aniversário do Benfica, em Fevereiro de 2008! E já me respondias tu ontem: «-Fixe sou eu e era o Mário Soares!». Pronto, o sentido de humor é hereditário. Definitivamente!

14 de março de 2013

Poderia.



Costa da Caparica, Outubro de 2011.


«A gargalhada era aterrorizadora porque acontecia no passado e só a imaginação maléfica a trazia para o presente, saudade do que poderia ter sido e não foi.» -- Clarice Lispector.

(Estou cheia, cheia, cheinha de saudades tuas... Raios. Mas eu SEI que isto me passa.)


13 de março de 2013

A contar desde as 06:00 de Domingo (passado, mas isso agora não interessa nada).

«Conto até cem e, se não chegares antes dos cem, vou-me embora. Não chegaste antes dos cem. Conto de cem a um e, se não chegares antes do um, vou-me embora. Não chegaste antes do um. Conto dez automóveis pretos e, se não chegares antes dos dez automóveis pretos, vou-me embora. Não chegaste antes dos dez automóveis pretos. Nem antes dos quinze táxis vazios. Nem antes dos sete homens carecas. Nem antes das nove mulheres loiras. Nem antes das quatro ambulâncias. Nem sequer antes dos três corcundas e, entretanto, começou a chover.»
-- António Lobo Antunes.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
[Pronto, vá. Vou contar até à 7.ª onda para depois mergulhar, tal como me dizia (e fazia) a minha Mãe na Caparica...]

Num andaime. Na multidão.

[Algures em Setembro/2010.]

BALADA PARA UM HOMEM NA MULTIDÃO.
 
Este homem que entre a multidão
enternece por vezes destacar 
é sempre o mesmo aqui ou no Japão
a diferença é ele ignorar.

Muitos mortos foram necessários
para formar seus dentes um cabelo
vai movido por pés involuntários
e endoidece ser eu a percebê-lo.

Sentam-no à mesa de um café
num andaime ou sob um pinheiro
tanto faz desde que se esqueça
que é homem à espera que cresça
a árvore que dá dinheiro.

Alimentam-no do ar proibido
de um sonho que não é dele
não tem mais que esse frasco de vidro
para fechar a estrela do norte.
E só o seu corpo abolido
lhe pertence na hora da morte.

-- Natália Correia.


11 de março de 2013

Agarra-me apenas.


«Quando chegares não fales! Agarra-me apenas, puxa-me para ti rapidamente para que eu possa sentir-te intensamente.»


10 de março de 2013

A alegria de uma chegada.

Das minhas coisas, da simplicidade que me esforço por colocar em tudo que vou fazendo na vida; Dos meus fins-de-semana, da minha paz, da tranquilidade da minha casa, do calor da minha cama e até da toalha que te deixo ficar na casa-de-banho. Dos folhados de queijo de cabra que preparei em menos de nada na ânsia de tanto te querer abraçar depois daquele toque de campanhia envergonhado. Da tua cara de menino, aquele pequenino que tanto queria proteger e amar para que pudesses sentir e acreditar que é possível. Daquilo que não te posso dizer (ainda), de tudo quanto partilhas comigo como se me conhecesses de todo o sempre. Das borboletas no estomâgo que te aguardam na certeza de que aquele abraço é sincero e aí sim podemos respirar calmamente. Do meu coração a bater com 100 mil cavalos, quase a saltar pela boca fora. Da minha face rosada como se de uma adolescente se tratasse, do nosso nervoso miudinho e da tua alegria por veres a mesa posta entre detalhes minimalistas repletos de carinho e de amor. Sim, dos requintes de amor. Do meu ensejo por provar o doce sabor de te amar calmamente, despidos de nós. Das nossas "férias", aquelas fugas que planeamos em surdina debaixo dos lençóis pretos que tu, tal como eu, tanto aprecias. Gosto do teu abraço e que me peças delicadamente para me deitar no teu ombro enquanto me acaricias as costas e afagas o cabelo. E eu permito que o faças sabendo que aquele momento é meu e que estou ali, inteira, a aproveitar tudo. Mereço-o. Gosto que sintas o sossego da minha casa e da minha higiene mental e que as disfrutes sem pressas, sem pensar nas horas perdidas que temos quando estamos juntos. Sem espaço nem tempo. Do meu sorriso timido mas orgulhoso por te ver no meu corpo, com tudo ali reflectido no espelho. Gosto que me escrevas "dorme bem" como quem diz "fiquei contigo". Gosto que me peças para beber da minha água e que me olhes profundamente nos olhos quando brindamos. Dos pedaços de sushi que me dás à boca, seguro de ti, sem pudores nem reservas. Gosto da forma como me tocas e me envolves, assim como do calor que emana dos nossos corpos unidos. Da tua pele, da tua energia e da tua forma simples de ser. Do teu esfregar os olhos enquanto falas de ti... Da tua presença ausente em mim e por aqui... De te dizer porque gosto tanto mas tanto de ti; Que te quero proteger e mostrar o Mundo através dos meus olhos. Gosto que gostes de me beijar a boca e até os dentes. Gosto que gostes de mim tal como sou e principalmente do meu sorriso. Gosto que gostes tanto "disto" que temos e que é tão nosso. Gosto das saudades que tenho tuas e de tudo que somos juntos. Gosto até que chegues 5m antes da hora marcada. 5m são preciosissimos, bem sei e são todos nossos, garanto-te. Gosto da dor que sinto no meu corpo por nos termos amado incondicionalmente até ficarmos saciados. Gosto que venhas, gosto que possas ser tu aqui comigo, na minha vida. Gosto de fazer parte da tua vida e da confiança que depositas em mim. Gosto que me peças para te fazer um cachecol de lã, falando a sério enquanto gozo contigo. Gosto que sejas fantástico, para mim és extraordinário. Dos riscos que corro por saber que me posso "desviar" do meu caminho pois contigo... Não tenho barreiras nem defesas. Deixo-me levar na certeza de que me esperas e me abraças como ninguém. E isto é um grande risco. O risco de me apaixonar perdidamente quando não tenho capacidades para sofrer no que toca às questões do amor... Mas tudo isto vale a pena em troca da alegria que sinto pela tua chegada. 

[Tu em mim e a falta que já me fazias - 19 de Julho de 2010.]




3 de março de 2013

Turbilhão.



Costa da Caparica, Agosto de 2008.

«Estou no meu quarto. Deitada na minha cama. A luz está acesa. Oiço música. Penso em ti mas não é em ti. É um tu abstracto porque a tua ausência é uma lesão incurável que se imaterializa com o tempo. Por fim adormeço. Quando acordo de manhã sinto-me feliz por ter conseguido dormir.» 
-- Ana Hatherly.