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30 de setembro de 2014

É só deixar.

Mindfulness (para curiosos e curiosas). Imagem retirada da internet.


«Temos tantos planos, estamos sempre a caminho de um momento melhor no futuro ou tentando escapar de algo do passado, mas estar realmente em um lugar onde praticamos não-esforço e não-fazer, onde apenas deixamos as coisas ser como são, como eu disse, é tremendamente estimulante e curador. (…) Não significa que você não vai fazer coisas, ao contrário, significa que o que quer que você esteja fazendo, você realmente faz, vai acabar vindo do ser, e portanto com uma sabedoria muito maior, com uma adequação muito maior para a situação.» -- Jon Kabat-Zinn, Mindfulness e Não-esforço.

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Ainda hoje, no meio de um dos nadas da minha vida, estava eu a dizer que as pessoas encaram o conceito de felicidade como algo a atingir no futuro e, como tal, não gozam do previlégio de viver cada momento de felicidade. Pois, ao projectarem os seus ensejos em algo de bom que há-de vir, não vivem a beleza do presente, do aqui e do se estar no agora.

Cá vai disto... É só deixar "as coisas ser como são".










2 de outubro de 2013

Ainda sobre essa louca liberdade (e o livre arbítrio).



«Destino no sentido rígido se aplica apenas ao ser exterior enquanto ele vive na Ignorância. O que chamamos de destino é na verdade apenas o resultado da condição presente do ser e da natureza e das energias que foram acumuladas no passado agindo umas nas outras e determinando o esforço presente e os resultados futuros. Mas assim que se entra no caminho da vida espiritual, esse velho e predeterminado destino começa a regredir. Aí aparece um novo factor, a Graça Divina, a ajuda de uma Força Divina mais alta que a força do Karma, que pode elevar o buscador para além das possibilidades presentes da sua natureza. O próprio destino espiritual é então a eleição divina que sedimenta o futuro. A única dúvida está sobre as vicissitudes do caminho e o tempo que leva na passagem. É aqui que as forças hostis agindo sobre as fraquezas da natureza passada lutam para evitar a rapidez do progresso e postergam a realização. Aqueles que caem, caem não por causa dos ataques das forças vitais, mas porque eles mesmos se alinham com as forças hostis e preferem a ambição ou o desejo vital (cobiça, vaidade, luxúria, etc) ao avanço espiritual.» ~ Sri Aurobindo, em “Letters on Yoga” Vol. 1.

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Depois de ler isto, lembrei-me disto (E melhoras? Nenhumas!):


4 de junho de 2013

My Way.

 Chenrezig


“In the end
these things matter most:
How well did you love?
How fully did you live?
How deeply did you let go?”


-- Buddha.


13 de março de 2013

Num andaime. Na multidão.

[Algures em Setembro/2010.]

BALADA PARA UM HOMEM NA MULTIDÃO.
 
Este homem que entre a multidão
enternece por vezes destacar 
é sempre o mesmo aqui ou no Japão
a diferença é ele ignorar.

Muitos mortos foram necessários
para formar seus dentes um cabelo
vai movido por pés involuntários
e endoidece ser eu a percebê-lo.

Sentam-no à mesa de um café
num andaime ou sob um pinheiro
tanto faz desde que se esqueça
que é homem à espera que cresça
a árvore que dá dinheiro.

Alimentam-no do ar proibido
de um sonho que não é dele
não tem mais que esse frasco de vidro
para fechar a estrela do norte.
E só o seu corpo abolido
lhe pertence na hora da morte.

-- Natália Correia.


3 de março de 2013

Turbilhão.



Costa da Caparica, Agosto de 2008.

«Estou no meu quarto. Deitada na minha cama. A luz está acesa. Oiço música. Penso em ti mas não é em ti. É um tu abstracto porque a tua ausência é uma lesão incurável que se imaterializa com o tempo. Por fim adormeço. Quando acordo de manhã sinto-me feliz por ter conseguido dormir.» 
-- Ana Hatherly.


25 de outubro de 2012

Na Terra dos Sonhos.

Esta é outra música que atravessa credos, idades, religiões, orientações sexuais, cor politica e até clubismos. E faz-nos pensar.

Utópico ou não, a verdade é que:

Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és,ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entre linhas, ninguém se pode enganar
E abre bem os olhos,escuta bem o coração se é que queres ir para lá morar.

  Resumindo, baralhando e voltando a dar...

Se queres ver o mundo inteiro à tua altura
Tens de olhar p'ra fora sem esquecer que dentro é que é o teu lugar
E se ás duas por três vires que perdeste o balanço
Não penses em descanço, está ao teu alcance tens de o encontrar.





23 de outubro de 2012

Appleton.

«- Então mas a Mana não quer ver?», perguntou a Appleton.

«- Claro que quer!», respondemos NÓS os 3.
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Nos dias que correm, já é o "nosso" Tesouro (bolas, até parece que o fizemos a "3 mãos", M E D O!) que nos ensina a ler e até nos conta histórias. Também ele sabe tudo o que quer e... Quer tudo (de preferência à maneira dele, reinado é reinado)!

Baby F., eu não me canso de dizer:
Aquela pontinha de Amor que ainda me restava pertence-te desde o dia 7 de Fevereiro de 2011. E eu sei que tu cuidarás bem dela e de mim também. É amor, é amor, é amor o que sinto por TI.



@7 de Fevereiro de 2011.

Angel...






6 de setembro de 2012

Amén!

Miss V.:

Admiro-te horrores. Pela tua força, coragem e determinação. Admiro-te pela forma digna e honesta com que amas... Com que lutas... Acima de tudo, admiro-te pela forma com que ACREDITAS.

Foi contigo, e com o amor que tens pelo teu Leão, que eu voltei a acreditar no amor. Mas um amor assim bom, puro e verdadeiro... Tu sabes... Acreditei, desejei e ambicionei-o tanto que... O Universo encarregou-se de tratar do resto.

Estou-te grata, minha Querida e Doce V.. OBRIGADA por teres iluminado a minha alma, aquecido o meu coração e por partilhares esta "coisa" tão tua, tão VOSSA. Adoro-te do fundo do coração <3>

Amén ao Sr. que está lá longe... Em Maiorca!



18 de agosto de 2012

Tun Tun Tun: é o bater de um coração em férias.

Tun Tun Tun... O coração bate cá dentro tranquilamente. Aliás, não quero senão outra coisa.

O ano rolou; Eu aqui estou. De novo. Sabe-me pela vida voltar às origens. Às minhas entranhas, às raízes do que já fui, do que acabei por perder e tudo, mas tudo que deixei partir. Haja o que houver, sou-me e quero-me assim. Agradeço-me, assim como que em jeito de  homenagem. E aqui vim parar. Mais uma vez. Como sempre, como dantes já nos canta e encanta o Camané. 

Estou feliz tão somente porque SOU feliz. E não! Não preciso de mais nada. Quero-me. Desejo-me e atraio para mim este doce sentir do perdão. E cá estou... A sorrir! Haverá lá coisa melhor?!

O mar salgado, o calor das rochas e da areia chamam-me. Estou lá sem ter saído daqui, sem ter saído de mim. Estou lá pois Aqui me reencontro, me renovo e reinvento. Todos os anos.

Férias são, tão somente, férias. E estou em mim, voltada para o que é meu, para o que me rodeia e até para o que me transcende. E aprecio deveras tal sentir.

Aqui estou eu; Para ali vou eu... Em mim, comigo e por mim. Afinal de contas, férias são férias.

Tun Tun Tun... O coração bate cá dentro tranquilamente.
Aliás, não quero senão outra coisa.

8 de março de 2011

Dos Palcos @Parte II.

«O nervoso miúdinho... acelerado por isto e tudo o mais. O dia que me atormentou (e atormenta), com todas as nuances, que de nuances não têm nada! Atormentam-me e eu de peito feito, a segurá-las, e a eles. Mas eles afundam-se e eu começo a perder as forças...

Deito-me, durmo sem dormir, olho para a fresta de luz, do resquício do mundo que vejo. Os comboios não passam. É Sábado, eles não passam... mas o ruído familiar faz-me falta! Mas viro-me para o lado, faço scroll e...

Sobressai o palco, cada vez me aproximo mais, absorvido pelas palavras que lavram um enorme billboard. O público está lá, começa a chegar, mas nem dou por ele na maior parte dos casos. Continuo absorvido. Ir em frente.

Tocam os Cocteau Twins agora... e o paralelismo é inevitável. A minha grande, grande paixão (foi ele que ma deu, como não podia deixar de ser). A Elisabeth Fraser hipnotiza-me com aquela beleza indescritível, indecifrável. E começo a viagem num solo ainda a desbravar... o nosso!

"Dinâmico" e "adrenalina". O palco e nós.»

Afinal de contas, the show must go on e ontem foi dia de espectáculo. Quem escreveu foi ele, não eu. Ainda estou para ver se fazemos sucesso e se, quem sabe, we never know Babe, não nos cai um livro de crónicas lá por ocasião da "meinha" do Papai Nöel... Depois será vê-los nas Fnac a assinar e a dar autógrafos.

Olha, cá te espero.


6 de março de 2011

Olhar vislumbrado para um palco qualquer.

«E continuo a olhar vislumbrado para o palco...»

Pois que existem situações em que temos de comprar os bilhetes e ficarmos sentados, impávidos e serenos, olhando para o palco, esperando tranquilamente tudo o que ali se há-de passar. Ou não. Umas vezes, esta espera vale a pena mas outras nem tanto. Tal como na vida.
Tudo gira. Tudo é tão tremendamente dinâmico que até assusta... Aguça-nos a curiosidade, queremos mais. Queremos tudo a que temos direito. Ficamos extasiados e de coração na boca, querendo saltar das cadeiras já quentes com o único propósito de rasgar aquele pano escuro e denso que ali está, à nossa frente, tão definido e prepotente e que nos impede de ver a obra. Temos ganas de entrar, de pisar o palco que, afinal de contas, (também) é nosso. A adrenalina? Essa tipa está em alta. A frequência cardíaca aumenta e ruborizam-se-nos as faces. Queremos sentir! Queremos tirar a roupa que nos impede do frio lá fora para sermos outros, tal como as cobras que se vão descascando entre folhas e arbustos no meio da areia já lama depois de uma noite chuvosa.
É gigante o nosso ensejo de pisar o palco. Aquele palco. Compraram-se os bilhetes. O espectáculo há-de continuar, com maior ou menor entusiasmo do público ou... O espectáculo pode acabar entre lágrimas e suor, entre beijos demorados e sobejamente molhados, entre aplausos e uns tantos "Bravo, Bravo", num frenesim constante do senta-levanta das cadeiras, cujos rabos já toldaram o veludo.
Mas notem, tudo isto são «(...) previews... sim, todos referentes à mesma obra. Qual? A ver vamos...».
Ainda assim, (já) valeu a pena. Vale sempre a pena. Mesmo que os bilhetes não sejam todos vendidos e que a plateia não se componha.


25 de novembro de 2010

Nichos.

Esta manhã, enquanto espalhava o rimel preto pelas pestanas, num gesto lento e meticuloso, divagava sobre a quantidade de nichos acumulados em que se transformou a minha vida. Ora vejam como crescem a olhos vistos: um nicho de assuntos (de)pendurados, um nicho de pequenos montes (ora de roupa, ora de CD, ora de DVD, ora de botas e sapatos, ora de malas, ora de bolsas de WC das viagens mais recentes, ora de casacos, ora de livros por ler, etc etc etc...), um nicho de vontades e desejos que não ganham forma na minha cabeça quanto mais materializarem-se, um nicho de "amigos" de merda e que para nada servem, um nicho de sentimentos com (algum) valor, um nicho de gente pequena no meu trabalho que, de tão merdosa que é, trasanda a podridão, um nicho do que fui, um nicho do que não sou, um nicho do que não hei-de ser... E por aqui ficava a divagar, entre um e outro estado louco e de devaneio. Mas não me apetece.

Por hoje, já me chegou cuspir cá para fora esta porcaria toda. E soube-me pela vida.

24 de setembro de 2010

Dias iguais.

Somente os tais.
Momentos letais.
Outono em Fetais ou Inverno em Fiais?
Se há dias iguais?
Sim, há. São os tais.
Somente os tais.

(deu-me p'ra isto hoje...)



Cansam-me os dias iguais, é certo.
Ainda assim, preciso deles para me recompor, para me lamber e curar, para seguir em frente, com ou sem novos objectivos. Precisarei deles? Ainda não sei. Não estou sequer capaz de pensar em pensar neles.
Cansam-me os dias iguais, é certo... E não nego.
Mas, se não fossem estes dias tão, tão iguais, como conseguiria eu ouvir o despertador pelas 07:30, arrastar-me com frio e com medo até à banheira, limpar a pele molhada com a toalha e embrulhar-me num robe turco qualquer, aquecer o leite de arroz, aveia ou de trigo, bebê-la enquanto me visto... E sair para a rua, para o carro que me conduz à selva que mal reconheço, onde passo horas e horas a fio de tormento, de impaciência e de angustia?
Sim! Acabo por precisar deste dias tão iguais para, tão somente, continuar. Para onde? Não sei. Não sei se quero saber. Não sei e pronto.
Cansam-me os dias iguais, é certo. Tão certo quanto insistir na temática. Mas cansam-me deveras. Sinto-me só, sózinha, triste e desprotegida. Tenho frio e tenho medo também.
Dói-me a alma, em todo o seu esplendor. Mas dói-me. Dói-me muito. Tenho saudades. Sentir saudades é bom. Outras vezes nem tanto, como agora... Porque tenho saudades do que não tenho. E principalmente do que sei que não vou ter. Tenho saudades até do que vou ter. Sou uma gaja complicada, bem sei. Também não sei ser outra; Posso "vestir-me" de novo, com ar mais ou menos organizado e pomposo mas... Sou e serei sempre assim. Eu, só eu.
Cansam-me dias iguais, cansam-me muito, muito e ainda muito mais. Cansam-me mesmo muito; Fico fora de mim mas, em consciência, sei que estou em mim aqui e agora, nesta escrita ao sabor da pena. Sim, porque as penas têm sabor e escrevem. E eu também, quando me apetece.
Tenho frio... Tenho muito frio. Os músculos da barriga comprimem-se tal como naquelas semanas de Outubro a Novembro de 2005. Depois desse frio, só consegui voltar a sentir costas, pernas e até a barriga meses, muitos meses mais tarde... Aliás, foram anos depois.
Mas ontem, hoje e amanhã sinto e sentirei este frio, muito frio. Dóiem-me as costas; Estou fraca. Estou, não. Eu sou fraca.
Precisei de pedir ajuda. Pedi-o. Aconteceu. Foi hoje. E fui ajudada. Custou-me mas depois passou. Venci-me. É estranho. Aconteceu. Pedi ajuda e fui ajudada, assim ali, de imediato.
Cansam-me os dias iguais. O fim-de-semana caminha e avança a passos largos até mim; Não quero! Mas ele chega-se a mim... Está aqui já, já à minha beira; Vai bater-me à porta e eu não o quero deixar entrar. Mas nada posso fazer.
Estou cansada de viver dias iguais. Pergunto-me e pergunto à Vida, porque raio esta tanto me tira se não me contempla na sua distribuição seguinte? E hoje, assim do nada e mesmo sem entender, aceito este meu egoísmo; Este meu querer mais da Vida. Não menos e nem mais do que ninguém, sou Eu. Só eu. Sim, o egoísmo (como tantas outras coisas mais) assenta-me bem. Também. Sim, estou cansada.
Cansam-me os dias iguais. Por ora, não me apetece NADA pensar de outra maneira.




30 de julho de 2010

Quando o Feio é extraordinariamente Belo.

Se estivesse aqui alguém comigo, pedia-lhe que me beliscasse em jeito de conseguir acreditar. Quer dizer, acreditar eu acredito mas aceitar nem sempre é fácil e/ou nem sempre sabemos como fazer, e/ou nem sempre estamos preparados. Talvez eu ainda não saiba bem qual é a fórmula mágica para conseguir aceitar... Talvez não exista de todo essa dita fórmula e por isso mesmo ainda me custe. Sim, porque ainda me custa muito aceitar.

A manhã chegou, o calor mantem-se (ora que surpresa), a disposição para vir para aqui prevalece em modo NULL, liguei a Comercial e logo pelas 07:30 ouvi a notícia de que o António Feio havia partido na noite passada, depois daquela que foi a sua maior guerra, o seu maior desafio e risco, assim à queima roupa, sem rede e sem qualquer medo. Ainda assim não a venceu, ainda que tudo tenha feito. Bom, mas isto seria de esperar de alguém que, apesar de Feio, é também extraordinariamente Belo.

Um obrigada por todas as gargalhadas, a alegria e a boa disposição sempre constantes, contagiantes e que nos ajudaram e ajudam a ter dias e noites melhores, mesmo que seja por rever o teu grande agradecimento e sentida homenagem ao teu pâncreas, esse grande fdp que resolveu testar-te e te abriu a Porta para que caminhasses noutra Direcção.

Se calhar, não sei bem, mas se calhar este Mundo é realmente pequeno demais para Seres Gigantes... Se calhar, sim se calhar é somente isto.

«Aproveitem a Vida e ajudem-se uns aos outros;
Apreciem cada momento, agradeçam e não deixem
nada por dizer, nada por fazer.»

António Feio

28 de julho de 2010

Tenho dias...

Em que me sobe um "mal" genérico pelo sangue, pelos ossos, pela pele e desce pelas goelas abaixo, sem que me reste tempo para entender o que quer que seja.
Em que me apetece dormir como se não houvesse amanhã.
Em que me dá ganas de gritar para todo o Mundo ouvir.
Em que me desoriento com o "fdp" do calor que está e que desperta em mim uma alma suícida, com vontade de esganar os senhores do Boletim Metereológico, especialmente quando nos informam que - "haverá uma descida de temperatura hoje" (mas quando, em que mês e em que século? Onde e em que País?).
Em que sinto, por breves instantes, uma paz interior única.
Em que me dá nos nervos e sinto que as vísceras me querem saltar pela boca (o mesmo acontece com as mamas que estão enormes, diga-se de passagem).
Em que tenho tanta vontade mas tanta, tanta de abraçar quem amo.
Em que quero fugir, assim qualquer coisa do género como ir de táxi até ao aeroporto, dirigir-me ao balcão e comprar um bilhete para um sítio bem longe, pagando unicamente a viagem de ida. E está-se bem no Dubai; Tenho para mim que sim.
Em que me perco em mim e outros há em que me ganho.
Em que nem pareço eu própria mas sim uma espécie de sombra do que já fui e também do que já sou.
Em que me apetece comer castanhas assadas em pleno mês de Julho e de baixo de um calor dos infernos.
Em que me apetece abanar pessoas parvas, burras e arrogantes.
Em que me apetece esquecer-me de tudo, de todos e de mim em particular.
Em que me apetece ter 1,80m e uns valentes 70Kg sem precisar de nada e de ninguém.
Em que me apetece chorar e rir ao mesmo tempo.
Em que me apetece fazer tudo sózinha sem olhar a nada e a ninguém.
Em que me apetece ficar calada a observar.
Em que me apetece fazer amor de manhã até à noite. Aliás, até à exaustão, quase-quase a cair.
Em que quero aprender a voar e/ou deixar-me presentear pelo fascínio do Tio Alex e o seu parapente fabuloso.
Em que tenho vontade de nadar até lá longe, tipo até à linha do horizonte.
Em que preciso de me "despir" de mim e "vestir" uma coisa qualquer.
Em que só me apetece "ganir" em "coiro" com a RedHead.
Em que fico sem jeito, sem chão e sem céu.
Em que sinto que nada sou.
Em que quero ter mais uma Paula dentro destas duas.
Em que me doiem as pernas e só me apetece coçar a barriguinha, sentadinha de sofá.
Em que me apetece ir à Madeira e ao Porto Santo.
Eu que gostava de ir e voltar, tal como o Mar.
Eu que sou uma Mulher de 5 anos apenas.
Em que me aguento e outros nem me suporto.
Em que gostava de viver em Berlim, na India e/ou no Além.
Em que me apetece andar à chuva e outros até em que me apetece torrar ao sol.
Em que me apetece fugir de mim própria, perdida no meio de labirintos sem fim, sem começo e sem retorno que me partissem a cabeça de tanto pensar.
Em que sonho q.b. e outros dias em que sonho muito, muito mesmo.
Em que...

Tenho dias assim, como este por exemplo...



13 de julho de 2010

Voilá, desaparecer num orgasmo.

Na minha próxima vida, quero viver de trás para a frente. Começar morto, para despachar logo o assunto.
Depois, acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.
Trabalhar 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo.
E depois, estar pronto para o secundário e para o primário, antes de me tornar criança e só brincar, sem responsabilidades. Aí torno-me um bébé inocente até nascer.
Por fim, passo nove meses flutuando num "spa" de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e com um espaço maior por cada dia que passa, e depois - "Voilá!" - desapareço num orgasmo...

Woody Allen

1 de julho de 2010

Intensa de emoções.

Sou avariada; Isso eu já sabia. Agora, raios, tenho andado "afanada" de todo do juízo e não só. Estou em crer que os 35 anos me trouxeram mais qualquer coisa para além da idade, dos cabelos brancos, das hormonas em reboliço e da barriguinha (também, que se leva da vida senão o comer, beber, dormir e fo***?). É que ando mesmo completamente "apanhadada do clima".

Portanto, partindo do pressuposto que sou e estou neste estado de "afanada", onde é que eu encaixo o turbilhão de hormonas, emoções, palpitações, calores e afins?

A RedHead disse-me que eu sou muito intensa de emoções e, por isso mesmo, é sempre tudo a "rasgar" e a "doer"... Quer o bom, quer o mau.

Intensa de emoções ou não, a verdade é que...
Não sou a única.



18 de junho de 2010

Lei da Atracção.

Sinceramente, nem me lembro se alguma vez cheguei a mencionar Aqui alguma das minhas crenças e balelas (há para todos os gostos) sobre esta coisa da lei da atracção. Certo e sabido é que acredito piamente nisto e, não me fosse eu esquecer, tenho sempre pessoas e/ou situações que acabam por fazer F5, vulgo refresh, ao meu disco rigido.

Isto ainda numa fase de grandes pensamentos como: nós atraimos para nós as pessoas e a situações que, consciente ou inconscientemente, queremos atrair. E, por amor da santa, vai-se lá entender porquê, por que razão queremos para nós algo que, na prática, não nos satisfaz plenamente e que sabemos que nos vai fazer mal e azeitar a fdp da life???

Caramba, tenho para mim que já nem a gasta ideia de que nada acontece por acaso se pode aplicar aqui. Às vezes fico fod*** da vida, mas é que fico mesmo, com estas cenas. E eu tenho, deixem-me confessar-vos, um Doutoramento Honoris Causa nesta matéria.

Ainda assim, e não menos nobre e honroso, cá vou vivendo e amando, desejando e querendo sempre mais e melhor não deixando, naturalmente, de agradecer tudo o que tive e o que tenho, que acaba por me tornar uma pessoa singular e com uma vida digamos, assim-como-assim, simpática.

Isto tudo se resumia, de uma forma bem mais clara (quem sabe, digo eu...), se tivesse sido escrito assim, com base nas palavras do Rui Semedo(*) (gajo, note-se):

«Todos trazemos um sistema operativo de base; depois passamos o resto da vida a acrescentar software, melhor e pior.»

(*) Presidente do Banco Popular, no jornal i de 2010-03-01.





-> Bom, não estou grande espingarda hoje. Vou resolver isto mais daqui a pouco, entre um bom vinho tinto, umas cigarradas, queijos e tostas e, para terminar em beleza, com uma
big bola de gelado de caramelo. Ah! Boa música as always e ainda... Sofá, portátil e um filme qualquer a bombar no DVD. Só assim, para começar e tal.

18 de maio de 2010

É difícil...

Aceitar.



11 de abril de 2010

Verbalização dos Afectos?


Costa da Caparica, Agosto de 2008.


Existirá alguma hierarquia do "gostar" ou o Amor não passa mesmo de uma Linha Recta?


Sem "clichés" e "lugares comuns", vale a pena descobrir individualmente o que se sente em relação ao(s) ente(s) amado(s) e expressá-lo da melhor forma possível.

Afinal, não passamos de um povo recheado de poetas e de poetizas, com Amália na Voz e uma Florbela Espanca no Coração.

Assim, como tudo o resto, a capacidade de verbalizar os afectos (também) está em nós. Por isso, nada de acatar "papagueanços de mercado" e da sociedade sobre como verbalizar os nossos sentimentos.

É muito bom não sabermos ser de outra maneira. Valha-nos a Essência. Uma vez mais!