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2 de novembro de 2014

Os deuses, as dúvidas.

Depois de ter você
Pra que querer saber
Que horas são?

Se é noite ou faz calor
Se estamos no verão
Se o sol virá ou não
Ou pra que é que serve
Uma canção como essa?

Depois de ter você
Poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas
Pra que amendoeiras pelas ruas?
Pra que servem as ruas?
Depois de ter você...


8 de outubro de 2012

Só Por Hoje (Faz Amor Comigo).



São Apaixonados, tal como se deseja!


"Eu não sei se estiveste ausente.
Eu deito-me contigo, e levanto-me contigo.
Nos meus sonhos tu estás junto a mim.
Se estremecem os brincos das minhas orelhas
eu sei que és tu que te moves no meu coração."
♥
(Poeta mexicano)


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You say you want your love to work out right
To last with me through the night.




7 de outubro de 2012

Beyond Illusion.


Beyond Illusion, OSHO.


«Esta é a única distinção entre o sonho e o real: a realidade permite-lhe duvidar e o sonho não lhe permite duvidar... Para mim, a capacidade de duvidar é uma das maiores bênçãos da humanidade. As religiões comportam-se como inimigas, porque podam as próprias raízes da dúvida; e existe uma razão para que elas ajam assim: elas querem que as pessoas acreditem em determinadas ilusões que elas vivem pregando...
Por que motivo pessoas como o Buda Gautama têm insistido tanto em que a existência inteira -- com exceção do seu eu que a tudo testemunha, com exceção da sua consciência - é efêmera, feita do mesmo material de que são feitos os sonhos? Elas não estão afirmando que aquelas árvores não se encontram ali. Não estão dizendo que aqueles pilares não estão lá. Não entenda mal por causa da palavra ´ilusão´ (maya)... A palavra foi traduzida como "ilusão", mas ´ilusão´ não é a palavra certa. Ilusão é algo que não existe. A realidade existe. "Maya" fica exatamente entre as duas -- algo que quase-existe. No que diz respeito a atividades do dia-a-dia, maya pode ser tomado como realidade. Apenas no seu sentido máximo - a partir do ápice da sua iluminação -, as coisas se revelam irreais, ilusórias.

Osho The Great Zen Master Ta Hui Chapter 12
Comentário:
A borboleta, nesta carta, representa o exterior, aquilo que está constantemente se transformando, aquilo que não é real, mas uma ilusão. Por detrás da borboleta está a face da consciência, olhando para dentro, para aquilo que é eterno. O espaço entre os dois olhos abriu-se, revelando o lótus do desenvolvimento espiritual e o sol da consciência que se levanta. Através da ascensão do sol interior, nasce a meditação. A carta nos lembra de não olhar para fora à procura do que é real, mas olhar antes para dentro de nós mesmos. Quando nos concentramos no mundo exterior, com freqüência nos assaltam os julgamentos -- isto é bom, isto é ruim, isto eu quero, aquilo eu não quero. Tais julgamentos nos mantêm prisioneiros das nossas ilusões, da nossa sonolência, dos nossos velhos hábitos e padrões.
Abandone sua mente opiniosa e mova-se para dentro. Lá você poderá relaxar no seio da sua própria verdade mais profunda, onde a diferença entre sonhos e realidade já é.»

2 de outubro de 2012

Love, a second hand emotion.

«Foi para ti
que desfolhei a chuva
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada
e para ti foi tudo

Para ti criei todas as palavras
e todas me faltaram
no minuto em que falhei
o sabor do sempre

Para ti dei voz
às minhas mãos
abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos
simplesmente porque era de noite
e não dormíamos
eu descia em teu peito
para me procurar
e antes que a escuridão
nos cingisse a cintura
ficávamos nos olhos
vivendo de um só olhar
amando de uma só vida.»

Para Ti, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas" de Mia Couto.

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Porque o Amor não sabe nada e de nada sabe. Porque o Amor é uma linha recta que não divide nada. Simplesmente é. E é um grande FDP também pois vem, desarruma-te a casa, baralha tudo mas dar cartas que é bom... Já era! E sim, palavras leva-as o vento. Outro que também paga umas quantas favas que é, como quem diz, umas quantas facturas do outro (esse tal de Amor).


What's love but a second hand emotion
What's love got to do, got to do with it
Who needs a heart when a heart can be broken?



11 de setembro de 2012

Manas da Vida!

«É porque fazes parte do meu ♥ ... e sentes, entendes e vives as coisas como eu.»
-- By Miss C. 
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Somos Manas da Vida. Partilhamos e sentimos o Património dos Afectos como só nós. Não precisamos de muito, nem de pouco. Temos o BASTANTE. Amamo-nos e respeitamo-nos como somos, sem grandes pressas nem complicações. Queremo-nos tão bem!

Abriste a porta do meu coração quando, há precisamente um ano, sete meses e quatro dias partilhaste o teu maior Tesouro... E foi, naquele instante, que a pontinha de amor que ainda me restava seguiu para o "nosso" Baby F.

Manas da Vida. De Coração e na Alma. Afinal, é aqui que guardamos tudo quanto de melhor temos. E eu tenho-te em mim. Para Sempre.





10 de setembro de 2012

Altos Voos.

Quero V@AR  contigo, seguindo atentamente as tuas instruções, tal e qual uma boa menina que (já) sou. Afinal, os bons "discípulos" recebem o melhor dos seus "Instrutores de Voo"...

«(...) E amar só pode ser sem parar, sem descanso, sem um segundo que seja de abstracção.
Amar é com urgência, amar é com pressa, com pulsão."

Pedro Chagas Freitas, in "EU SOU DEUS"

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You're in my mind all of the time
I know that's not enough
If the sky can crack
There must be someway back
For love and only love




6 de setembro de 2012

Amén!

Miss V.:

Admiro-te horrores. Pela tua força, coragem e determinação. Admiro-te pela forma digna e honesta com que amas... Com que lutas... Acima de tudo, admiro-te pela forma com que ACREDITAS.

Foi contigo, e com o amor que tens pelo teu Leão, que eu voltei a acreditar no amor. Mas um amor assim bom, puro e verdadeiro... Tu sabes... Acreditei, desejei e ambicionei-o tanto que... O Universo encarregou-se de tratar do resto.

Estou-te grata, minha Querida e Doce V.. OBRIGADA por teres iluminado a minha alma, aquecido o meu coração e por partilhares esta "coisa" tão tua, tão VOSSA. Adoro-te do fundo do coração <3>

Amén ao Sr. que está lá longe... Em Maiorca!



5 de setembro de 2012

Entendimentos e outros que tais.

O JOGO | Nuno Júdice

"Eu, sabendo que te amo,
E como as coisas de amor são difíceis,
Preparo em silêncio a mesa
do jogo, estendo as peças
sobre o tabuleiro, disponho os lugares
necessários para que tudo
comece: as cadeiras
uma em frente da outra, embora saiba
que as mãos não se podem tocar,
e que para além das dificuldades,
hesitações, recuos
ou avanços possíveis, só os olhos
transportam, talvez, uma hipótese
de entendimento. É então que chegas,
e como se um vento do norte
entrasse por uma janela aberta,
o jogo inteiro voa pelos ares,
o frio enche-te os olhos de lágrimas,
e empurras-me para dentro, onde
o fogo consome o que resta
do nosso quebra-cabeças."
 
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Apesar de tão bem saber que «(...) as coisas de amor são difíceis (...)», tenho-te em mim.

Neste "jogo" de entendimentos, fazes-me acreditar que aquele pedacinho de Céu está, afinal, aqui tão perto. E nós, capazes que estamos para dar as mãos, Lá chegaremos num ápice, percorrendo o (teu) Caminho da paz e o (meu) Caminho da alegria.
 
I need you to elevate me here
At the corner of your lips
As the orbit of your hips
Eclipse, you elevate my soul
 


4 de setembro de 2012

É para ti!

Foi para ti
que desfolhei a chuva
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada
e para ti foi tudo.

Do poema "Para ti", no livro "Raiz de orvalho e outros poemas" de Mia Couto.
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Miss V. escrevia-me há dias, enquanto falávamos ao telefone, perdidos entre 1001 assuntos, como sempre: «o amor é uma coisa extraordinária não é?». E não é que Tu me ensinas e me mostras isto mesmo todos os dias? Bom, em rigor, não podia ser de outra maneira. Esperei-te e mereço-te assim!
Sim, sim é para ti; Sou para ti! Enches-me os dias, alegras-me o coração e aqueces-me a alma! E repara que... Mais hoje do que ontem ;)


3 de setembro de 2012

Outra Dimensão!

Quando a gente lá chegar (Jorge Palma)

Trocaram o primeiro olhar numa manhã de Verão,
quando a cidade se agitava em plena confusão.
Ela sorriu, ele sorriu e tudo foi tão natural
que eles não perderam mais tempo e arrancaram em direcção ao Sol.
Ah! quando a gente lá chegar
a coisa vai ter outra dimensão. 

Treparam por degraus de espuma e mergulharam na luz.
Gotas de orvalho vieram brincar sobre os dois corpos nus.
O tempo parou, a guerra acabou e o mundo era um grande jardim
onde se ouvia uma estranha sinfonia sem princípio nem fim.
Ah! quando a gente lá chegar
a coisa vai ter outra dimensão. 

A pouco e pouco a terra voltou de novo a girar
e o tic-tac do relógio não tardou a soar.
Ela sorriu, ele sorriu e tudo foi tão natural
que eles nem disseram adeus quando a noite chegou para os separar.

--> Bébé, até ao fim do Mundo :)



27 de junho de 2012

Mad About You.

"Are you the fishy wine who will give me a headache in the morning
or just a dark blue land mine that will explode without a decent warning?
Give me all your true hate and I'll translate it in our bed
Into never seen passion, never seen passion
That is why I am so mad about you..."
-- Volvidos que estão quase 4 anos (sim, quase 4 anos!), eis que te cuspo isto tudo na cara e no teu corpo. Sim, esse teu corpo que tantas vezes me fez sentir como que deambulando numa simples mas furiosa Petit Mort; Sim, esse teu corpo que tantas e tantas vezes recebeu prazer bom, doce e verdadeiro. Sim, não te venho falar de amor.
Aliás, pouco ou nada me falta para te chamar do pior. O pior, foda-se! Do mais profundo das minhas entranhas. Sim, entranhas essas que tantas e tantas vezes percorreste sem pedir autorização... Sem cuidado. Sem respeito. Sem dar valor. Não vales nada. Mas nada de nada! E cuspo-te na cara tudo aquilo que um dia, sim! Sim, um dia! Há-de existir um dia em que tu e eu estaremos em modo NUM, seremos UM no meio de um NADA que em TUDO podia ter sido um TODO. Poderia ter sido AMOR.

Vai para o Diabo, um Sr. Diabo, que te carregue!


 

19 de setembro de 2011

Obrigada, Obrigada!

FDS excelente.

Obrigada ao Universo, aos Céus e Arredores!

É que até o meu BENFICA me alegrou, boa boa!

11 de março de 2011

Fresquinhas.

Um mês e 4 dias para ser bem precisa.
Ainda cheiras ao ventre da tua Mãe. Trouxeste contigo as marcas de uma expressão tão bem definida. A expressão de uma VENCEDORA.
Depois, é bonito de se ver: o teu Pai não sabe muito bem de que terra é; Os teus Avós estão perdidos, entre o rir e o querer devorar-te com os olhos e, acima de tudo, com o coração.
A tua Mãe, essa WonderWoman, alimenta-te enquanto me manda SMS. Como vês, somos (e também és) do FUTURO :)
És perfeito. Não te poderia ver tão tu, único e cheio de ti. 
Peguei-te, acarinhei-te. Reconheci-te a energia... Essa energia boa e pura que já emanava das entranhas da tua Mãe. A tal, a única. Aquela que ocupa um duplex gigante e luxuoso no meu coração e que, de certa forma, transporta com ela um pedaço da mim, da minha alma.
A tua pele é macia e doce. Não a provei mas senti-a como sendo um pouco minha.  Também. Assim, cá de dentro... Das minhas "coisas".
(Já) não sei viver sem ti. Se me perguntares porquê, não sei e nem te vou responder. Porque sei que não me queres ouvir falar disto. Se tenho medos?... Não, não tenho! Esses bandidos ficaram na sala da Catedral, no exacto momento em que chegaste a este Mundo... Precisamente há um mês e quatro dias.

3 de março de 2011

Baby steps.

Psiuuuuu... Não façamos barulho. Ele pode estar a nanar.
Psiuuuuu... Ohhh... Mas ele é tão lindo; Dá vontade de pegar, de mexer, beijar... Sentir!
Psiuuuuu... Passo a passo. Day-by-Day. TOC TOC TOC! Estás aí? Estás, sim senhor.

Obrigada Baby F. És um verdadeiro TESOURO.

E com baby steps continuaremos a ver-te VIVER :)

9 de fevereiro de 2011

E xuxando, xuxando...

Já passaram 48 horas...
E tu dormes tranquilamente enquanto saboreias a tua xuxa gigante. Sim, sim! Porque é de pequenino que mostramos logo as manias das grandezas! Sais à Mãe e ao Pai e, claro, atiras aqui a mim!

E depois... És tão, mas tão lindooooo... Tal como concebido. Tal como desejado.

7 de fevereiro de 2011

Do Amor e dos Dias.


Do Amor e dos Dias. Camané, 2010.


“O fado é uma emoção contida. E eu sou uma pessoa contida. O mais importante é a canção, pôr-me dentro das palavras, tentar esquecer-me de mim e entregar essas palavras e essa música.”
Camané in Ípsilon


Uma das razões pelas quais me sinto uma verdadeira felizarda deve-se ao facto de, mal ou bem, ir tendo poder de compra. Seja para bens essências, seja para bens de 5.ª necessidade. Como roupa. Como cinema. Como almoçar e jantar fora. Como livros, CD, DVD e até bilhetes para concertos e/ou outros espetáculos.

Benditos 20€ que dei pelo bilhete para o espetáculo do Camané no CCB, este Sábado. Foram 2h30 de puro sentir, de peito e coração abertos. De bons sentimentos e de uma energia pura que se auto renovou em cada palavra, em cada acorde. Em cada sorriso, em cada afastar de cabelo da testa.

E ainda a propósito... O mundo é uma ervilha, mesmo.


6 de dezembro de 2010

Não está para breve mas, ainda assim...

Apetece-me deveras...




E depois, c'um raio... Gosto bublé destas músicas, a sério. Fico derretida que nem um Double Caramel no pico do Verão. E chupa-se, chupa-se como se não houvesse destino. Ai, que pensamento tão bom. Ai, que coisas tão boas para se pensar numa tarde invernosa como esta...

29 de novembro de 2010

Grandeza e plenitude.

«O Amor é grande e cabe nesta janela sobre o Mar.
O Mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar.
O Amor é grande e cabe no breve espaço de beijar...»
Carlos Drummond de Andrade


Pois, é por estas e por outras que cada vez que me lembro de ti fico deveras... Assustada. Sim, sim. Assusto-me sempre que me assolas o pensamento, como se estivesses enraízado em mim, como se fosses eu e eu fosse tu. Raios-ta-parta. Juro-te que me custa este mundo e o outro pensar que, nos finalmentes, teremos de ficar juntos para sermos felizes. Se é que alguma vez conseguiremos ser felizes individualmente... Quanto mais juntos.

Bem sei, são as saudades.

«Magoa-me a saudade do tempo em que te habitava como o sal ocupa o mar...»
Mia Couto

25 de novembro de 2010

Nichos.

Esta manhã, enquanto espalhava o rimel preto pelas pestanas, num gesto lento e meticuloso, divagava sobre a quantidade de nichos acumulados em que se transformou a minha vida. Ora vejam como crescem a olhos vistos: um nicho de assuntos (de)pendurados, um nicho de pequenos montes (ora de roupa, ora de CD, ora de DVD, ora de botas e sapatos, ora de malas, ora de bolsas de WC das viagens mais recentes, ora de casacos, ora de livros por ler, etc etc etc...), um nicho de vontades e desejos que não ganham forma na minha cabeça quanto mais materializarem-se, um nicho de "amigos" de merda e que para nada servem, um nicho de sentimentos com (algum) valor, um nicho de gente pequena no meu trabalho que, de tão merdosa que é, trasanda a podridão, um nicho do que fui, um nicho do que não sou, um nicho do que não hei-de ser... E por aqui ficava a divagar, entre um e outro estado louco e de devaneio. Mas não me apetece.

Por hoje, já me chegou cuspir cá para fora esta porcaria toda. E soube-me pela vida.