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24 de abril de 2015

Abaixo do tapete.

Praia do Garajau, 2 de Abril de 2015.


E eis-me aqui, 12 dias depois do último abraço, dos últimos beijos (leves e tristes), de um sorriso disfarçado, dos adeus que dissemos enquanto eu subia (a muito custo) a escada rolante. 12 dias depois.

Tudo me parece vago, tudo está baço. Quero o calor do teu abraço, o teu olhar doce e a calmaria que trazes contigo e que, de certa forma, me matou os fantasmas e me deixa mais leve, mais solta. É isso mesmo. Preciso de ti. Preciso da tua leveza e desse jeito único e terno de ser.

Preciso da tua determinação, da tua coragem. Quero para mim a tua verdade e as tuas certezas. Preciso do teu sorriso mas também não passo sem a tua voz, nem tão pouco sem te ver falar e gesticular o lábio superior de uma forma tão peculiar, tão tu. Tão minha, porque já és meu. E eu sou tua. Tu sabes...

Preciso de ti. Mais hoje do que já precisava ontem.

Toca-me onde me dói e verás
uma flor a abrir-se lentamente
sobre a pele, a maravilha nunca
adivinhada de um mistério. Esta

é a tua vez de o desvendares -
paixão é uma palavra demasiado
antiga no meu corpo, já não sei a
última vez, a única vez. Toca-me

por isso devagar, não me lembro
da primavera que fez nascer a
doença sobre a ferida, não sinto
o recorte da cicatriz que o tempo

pousou nela. Agora chama-me ao
teu peito com as mãos, tal como a
chuva chama pelos narcisos sem

cessar, ano após ano; diz o meu
nome com os dedos a serem rios
que latejam no coração adormecido

de uma aldeia. Não me adivinhes -
lá, onde me doer, vou recordar-me. -- Maria do Rosário Pedreira.




20 de outubro de 2014

Não gosto whisky mas vodka ainda marcha. Isto e biquínis em Outubro.


«(...) Gosto de carne, mas sempre tive muito cuidado com a alimentação. Antes custava-me imenso beber sumo de maçã. Comecei a pôr-lhe um bocadinho de vodka e agora já o bebo sem dificuldade. Vou fazer o mesmo com as papas de aveia. (...)»

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Certo, certo é que a perna de peru do Natal já leva, para além da mostarda, uma dose generosa de whisky. Eu que nem gosto de whisky mas... Sou fina, é o que é. 


Portanto, é todo um novo Mundo que se abre. Ou então é só deixar descambar de vez (ui, tão bom). Isto tudo porque o meu Pai iniste em dizer que sempre fiz o que quis. Sim, desde tenra idade. Tão certo quanto o meu 2.º nome ser exactamente igual ao da Águia do Sport Lisboa e BENFICA. Mas deixei uns quantos biquinis na casa da Costa da Caparica e parece-me que serão de usar, ainda que estejamos em Outubro. Sim, Outubro. É o que dá o S. Pedro não tomar a medicação. É vê-lo bipolarizar. Sim, estamos em OU-TU-BRO. 

P.S.(1): É o S. Pedro e eu. Mas atenção... Ele não usará os meus biquínis. Ai isso, não senhor.
P.S.(2): Deverei terminar com um (valente) AMÉM? É que quem ajoelha terá que rezar. Isto é tão certo quanto a hora de Inverno mudar no próximo dia 26 de Outubro de 2014.
P.S.(3): Não me lembro da última vez que fui à Missa mas estive em duas procissões em Agosto (no espaço de duas semanas, atenção) o que, por si só, já é de louvar. 


10 de abril de 2013

Das cicatrizes.


«Tenho cabeça, coração e respeito-me. Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui para viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente. Sou isso hoje, amanhã já me reinventei. Sou complexa, sou mistura. Perco-me, procuro-me e acho-me. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar. Não me doo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos.» -- Clarice Lispector.
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Agora a sério... Eu já me tinha dito que já chegava mas tu insistes em invadir-me o corpo e a mente. Foda-se. O pior é que sou eu quem te atrai para mim. E isto é, sem sombra de dúvida, do caralho.

É aquilo mesmo... Não suporto meio termos. Sou pelo TODO com tudo a doer e a rasgar, para o bem, como para o mal. Sempre, mas sempre... Pelo tempo que durar. Agora tu o que és? Nada mais do que uma fumaça esbranquiçada num looping frenético de espelhos.

Se eu quero isto (e com isto mais cicatrizes)? Não, não e NÃO! De todo. Mas por hoje e só por hoje... Lembrei-me de ti. E isto, por si só, continua a ser do caralho.

18 de março de 2013

Insuportável, é o que é.


«Morro de ti, amor, de amor de ti,
da urgência da minha pele de ti,
da minha alma de ti e da minha boca,
E do insuportável que sou sem ti.» -- Jaime Sabines.


Eu cá não sou o Jaime Sabines mas estas palavras entranharam-se em mim e tudo por ti; Por tua causa. Estou farta desta ausência. Da tua ausência filha de uma grande puta como o raio que partiu essa vidinha de merda que tens (e para onde, decididamente também me arrastaste e eu, feita parva, deixei-me levar). E tal como já em tempos tinha conseguido concluir... Tu só podes ser um cabrão de um gajo muita do esquizofrénico, esquisito para caraças mas que, sabe-se lá porquê, me encantas e me fazes perder o norte na vã esperança de me perder, quiçá, de amores por ti. Cenas do caralho. É o que é.

Maldição? Agonia? Que sina a minha, raios. Podias ter tudo e não tens nada. Vai mais é para o diabo que te carregue.

[Isto vai-me passar... Ou se vai, caralho!]






15 de março de 2013

Das coisas que (ainda) mexem comigo.

Ele queria ser filósofo e escritor mas... Transformaram-no em economista. Partiu hoje, no seu natural regresso a casa - R.I.P.

14 de fevereiro de 2013

Não sei bem onde.

E tudo o vento levou.


Sexo Oral. 
«Primeiro a tua língua molha o meu coração, num vagar de fera. Estendo aurículas e ventrículos sobre a mesa, entre os copos que desaparecem. Não há mais ninguém no bar cheio de gente. Abres-me agora os pulmões, um para cada lado, e sopras. Respiras--me. O laser das tuas palavras rasga-me o lobo frontal do cérebro. A tua boca abre-se e fecha-se, fecha-se e abre-se, avançando por dentro da minha cabeça. As minhas cidades ruem como rios, correndo para o fundo dos teus olhos. O tempo estilhaça-se no fogo preso das nossas retinas. O empregado do bar retira da mesa o nosso passado e arruma-o na vitrina, ao lado dos exércitos de chumbo. Entramos um no outro, abrindo e fechando as pernas das palavras, estremecendo no suor dos olhos abraçados, fazendo sexo com a lava incandescente dessa revolução imprevista a que damos o nome de AMOR.»
-- Inês Pedrosa.


A revolução acontece dentro de mim, na minha cabeça. No lugar do coração tenho pouco e desse mesmo pouco, quase nada me resta. E perco-me neste turbilhão de coisas estranhas que me invadem mesmo sem eu querer e sem que eu tenha conhecimento. Tenho alturas em que me sinto uma filha da puta de uma cabra fria e sem ponta de sentimentos. Se gosto de me vestir neste papel? Talvez sim; Talvez não. Sei lá. Sou eu mas logo a seguir já nem sei quem e o que sou. E estou-me nas tintas também para isso.

Psiuuu... Nada de barulhos e de grandes coisas. Vou sair de mim para me voltar a perder em mim. E faço de conta que esqueci todos quanto me fizeram mal. O perdão, esse, já lá mora mas... Não sei bem onde.


 

21 de janeiro de 2013

Serei só eu?



Serei sou eu ou há por aí muito boa gente que se dá ao trabalho de voltar atrás, muito atrás para ler de novo todos os post editados no passado?... Raios, estou aqui intrigada a pensar nisto e, de facto, não consigo chegar a conclusão nenhuma.

Entretanto, o Gaspar leva-nos o cu, o cabelo, chupa-nos até ao tutano, esteve um temporal do caraças de Sexta a Domingo, está um frio do camandro, a Europa está em crise, velha e cansada, o L.Armstrong dopou-se toda uma vida, o Governo quer acabar com a ADSE e a minha cama chama por mim. Mas tipos assim... Desalmadamente.



20 de dezembro de 2012

Outra oportunidade, outro caminho.


In Fábrica da Escrita.

Noites sem sexo são perfeitas, também: janelas entreabertas,
sombras que passam na rua através das horas, relâmpagos
que não chegam a iluminar as paredes do quarto. Românticos
que se encontram depois de viver vidas paralelas, cansados

– mas enlaçados antes que chegue a hora de partir, sem saberem
se amanhã há outro sono igual, ou uma escolha para fazer.
Os dois sabem que são doidos, estendem os dedos na escuridão
entre as luas. Os dois sabem que mais adiante podem arder
de repente no meio do Verão, consumidos pelos segredos

e pela indiferença. Noites sem sexo são perfeitas, também;
e raras, e condenadas e incompletas. Borboletas no estômago,
batendo asas contra todas as paredes do corpo – não deixando
que ele adormeça, inquieto e insatisfeito, voltado para dentro

e para o passado. Românticos que se encontram quando nenhum
deles esperava outra oportunidade, outro caminho. Nunca estamos
preparados, diz um. Nunca estamos, repete o outro, quando
a primeira borboleta sossega depois de um beijo em dívida.

Francisco José Viegas
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Sexo é SEMPRE bom. Lamento mas esta gerência agradece novas oportunidades, outros caminhos. E que se fodam os falsos moralismos e mundinhos de faz-de-conta, do ah e tal que somos tão pudicos, certinhos, direitinhos e engomadinhos. Que se foda toda esta gentinha de merda e, assim como assim, outras tantas mais.
  
 
 

17 de dezembro de 2012

Não sei fingir.

 

«Não sei fingir que amo pouco, quando em mim ama tudo.» 
-- Vergílio Ferreira --
Esta coisa do Inverno e dos dias que passam a correr deixa-me assaz "perdida" (ou será mais parva?). E é entre estes dias que correm assim, desalmadamente, loucos e ferozes como só eles, que se me fica tanto por dizer, tanto por fazer.
Só que... Não sei fingir. É Natal e eu estou-me completamente nas tintas para tal. Olhem, do nada (que em mim é tudo), até rimei, vá lá. Parece-me bem.
Mas como ouvi dizer este fim-de-semana, «não há bicho, logo não há peçonha», isto passa-me.
 
  
 

26 de novembro de 2012

Deita cá para fora.


Foto de ©Alva Bernardine, retirada daqui.

«(...) Eu queria dançar sobre o céu de uma tela, verter a lágrima sobre o peito de um traço. Eu queria oferecer Picasso ao mendigo, ensinar Dali ao vadio. Eu queria provar o veneno de quem se deita em pecado, lamber o suor de quem se é de todo o lado. Eu queria beijar de língua a boca do mal - e saber com que anjo me deito afinal. Eu queria a verdade que nunca se dissesse, pois é essa a mentira que nunca escurece. Eu queria um Deus que soubesse pecar, pois é essa a única forma de amar. E que nunca pelo Bem se faça o Mal, pois é esse o único pecado mortal. Que nunca os anjos tenham asas, pois é essa a única forma de voar.»

-- Pedro Chagas Freitas, in "LIVRO DE AFORISMOS & MENTIRAS UNIVERSAIS".
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Tenho tanta merda para deitar cá para fora mas depois népias. Olho, vejo frases, aprecio umas, odeio outras, uma fazem sentido, outras não...  Estou numa de "que-sa-foda", mas com jeitinho e tal que é para não doer tanto.

Oh pá, tanta merdinha jeitosa, pronta para jorrar desta mente perversa e cansada... Tanta coisinha bonitinha mas não. Não sai nada.  Pelos "entrefolhos", apetece-me sim dizer umas quantas coisas feias e arrogantes a uns e a umas outras por aí.

Bem sei que devíamos tentar ser melhores a cada dia que passa. Eh pá... Mas não é fácil. Nada fácil. Mas também, nessas Paragens da Vida, não podemos estar sempre à espera do lado cor-de-rosa da "coisa"; Isso é fútil e merdoso "comó" caralho. Foda-se, se é.

[E aquela frase tonta do "deita cá para fora" (publicidade da TMN) entoa estridentemente na minha cabeça e ouvidos... Grrrrrr! Porra pá, o que fui eu fazer.]


Girl On Fire.

Isto soa-me tão bem.E não precisava muito mais do que este fire.

Era-todo-um-ar-que-se-me-dava. Ai dava, dava!

25 de novembro de 2012

Dizer adeus é coisa de mãos.

Costa da Caparica, Agosto de 2008.

Foda-se que hoje estou nostálgica! Bucólica, talvez... Como diria a Tita. Ou, por assim dizer, estou parva, vá. Deve ser isto mesmo. Mas isto (também) faz parte do processo de "limpeza"; da libertação que urge em mim, no meu corpo, dos dias menos bons, da paz que almejo como se não hovesse destino.

Merda, sou densa "comó caralho". E custa ser-SE simples. Custa, ai custa, custa. Não é pouco, nem muito. É bastante!

Adeus, adeus e mais adeus. As mãos com que te amei são aquelas com que te digo adeus.

«Amei-te com as palavras
com o verde ramo das palavras
e a pomba assustada do coração.

Amei-te com os olhos
o espelho doido dos olhos
e a sede inextinguível da boca.

Amei-te com a pele
as pernas e os pés
e todos os gritos que trago
por debaixo da roupa.

Amei-te com as mãos
As mesmas com que te digo adeus.»
 
 -- Rosa Lobato de Faria.

29 de outubro de 2012

Voltar às origens.

Quanto a isto, será um voltar às origens, numa altura em que urge mudança. Resumindo e baralhando, pior não se pode ficar.

25 de outubro de 2012

Sem o amor o que seria da imaginação?

Pois que me parece que andam ambos de mãos dadas.


To whom it may concern (adoro escrever isto!).
Quis o Universo que os nossos Caminhos se cruzassem, há precisamente 3 meses atrás, ali assim mesmo à beirinha, quase que na curva... Bem pertinho da esquina, como o amor deve acontecer.

Aqui estou e estarei. Firme! Emocional, espontânea, amorosa, dedicada e fogosa. Sempre. Frágil quanto baste, sem dúvida. Sem ponta de "lamechices", coisa que prefiro deixar para todos os coitadinhos e coitadinhas dessa vida que, vezes e vezes sem conta, batem com a mãozinha no peito e metem o coração nas bocas por tudo e por nada, basicamente. E para quê? Para NADA.

Sim, NADA nem ninguém, nem que o Mundo se vire do avesso, me fará deixar de acreditar que o Amor é uma linha recta. Ou, como diria uma amiga minha, altamente entendida nestas matérias: «-Vagina vai, vagina vem». Siga!

Só por HOJE, tenho alguma pressa... O Teatro Tivoli e o Palma não serão os mesmos se não me virem na plateia!


Está a saber-me mal
Este whisky de malte(*)
Adorava estar in
Mas estou-me a sentir out
Frágil, Eu sinto-me frágil .






[(*) Deve ser por isso que não gosto de whisky. Venha o belo do vinho tinto, sff.]





 

Coisas de Inverno.

Refiro-me a esta "bela coisa": Horário de Inverno...


Já sinto o Inverno há várias semanas... Se é para vires, vem. Mas de uma vez só. E não me faças perder tempo. Daqui a nada, terei novamente Sol e Mar para me cobrirem o corpo, aquecerem a alma e dar cor ao meu coração. Assim mesmo, em BOM.

Que assim seja.


When you gonna make up your mind
When you gonna love you as much as I do
When you gonna make up your mind
Cause things are gonna change so fast
All the white horses have gone ahead

Tori, Tori... Amos.





18 de outubro de 2012

Não me deixes partir.


Os Apaixonados têm o coração quente.
Os Apaixonados oferecem protecção.

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Significado de Protecção: Acolhimento e guarida.
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Não consigo localizar "aquela cena" do «-Ah e tal, muito ligados emocionalmente». Ainda assim, e como já dizia a minha saudosa Mãe, quem não aparece, esquece! E esquecer, por vezes, é mesmo o melhor remédio. Haja saúde. Amén! [Xiça, ando com esta do Amén (que eu própria não aprecio). Paula, não durmas em condições, não. Um destes dias, dás contigo a fumar cigarros enquanto te passeias pelos jardins da Casinha Cor-de-Rosa.]



 
 

 







15 de outubro de 2012

ReHab (3 days!).

(Acreditar num Amor destes, assim Dos Abraços. E porquê?)


Insisto, estupidamente, entenda-se, em "desvalorizar" aquilo que a minha intuição me dita gratuitamente e me coloca no caminho (xiça, e eu que sou gaja para tropeçar bastante, acreditem). Seja lá porque sou/estou distraída, ando parva, "meio" a leste ou tão somente porque acho - ah e tal, se calhar não é bem assim. Paula, um poupa-me parece-me pouco.

Não consigo explicar como nem porquê. E, tudo o que tentasse fazer/escrever, nesta altura, seria um perfeito disparate e um grande desperdício de tempo e de energia. De beleza, portanto. Mas, o que é um facto é que, em menos de nada, que é como quem diz às páginas tantas, dei por mim recuperada de MIM, do meu tempo, da minha paz interior e da "tal" higiene mental. Três dias. Em três dias! 

Ainda assim... Foda-se! Acho que me vai acontecer qualquer coisa estúpida de novo, "tipos" do género, ficar por aí para "apagar as luzes". 


 Go, Go, Go...


2 de outubro de 2012

Love, a second hand emotion.

«Foi para ti
que desfolhei a chuva
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada
e para ti foi tudo

Para ti criei todas as palavras
e todas me faltaram
no minuto em que falhei
o sabor do sempre

Para ti dei voz
às minhas mãos
abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos
simplesmente porque era de noite
e não dormíamos
eu descia em teu peito
para me procurar
e antes que a escuridão
nos cingisse a cintura
ficávamos nos olhos
vivendo de um só olhar
amando de uma só vida.»

Para Ti, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas" de Mia Couto.

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Porque o Amor não sabe nada e de nada sabe. Porque o Amor é uma linha recta que não divide nada. Simplesmente é. E é um grande FDP também pois vem, desarruma-te a casa, baralha tudo mas dar cartas que é bom... Já era! E sim, palavras leva-as o vento. Outro que também paga umas quantas favas que é, como quem diz, umas quantas facturas do outro (esse tal de Amor).


What's love but a second hand emotion
What's love got to do, got to do with it
Who needs a heart when a heart can be broken?



1 de fevereiro de 2011

Rendida? Logo se verá.

Há sensivelmente duas semanas "rendi-me" ao Facebook. Tanto gozei, tanto gozei e eis que também lá fui parar. Porém, confesso, é coisa que ainda não me cativou e nem entusiasmou a 100% (nem a 30%, quanto mais). Ainda assim, tem valido a pena pelos "encontros curiosos", as palavras e as piadas trocadas entre "amigos" (como se eu acreditasse nesta treta).

Não me liguem, não me contactem, não me mimem e venham cá depois dizer "ah, e tal, tão amigos que nós somos, o que importa é quando estamos juntas (os) e o que sentimos e coiso-e-tal". P'ró caralho com essa conversa da treta.

Depois, o que é demais também enjoa. E, outra vezes, cheira mal.

27 de janeiro de 2011

Engarrafamento.

Por estes dias, ouvi dizer que os signos do zodíaco tinham mudado. Algures pela rede consegui confirmar que, afinal de contas, eu continuo a mesma taurina de sempre. Sem tirar, nem pôr.

Entretanto, e como continuo a achar o horóscopo da edição de fds do jornal i fantástico, aqui ficam as últimas "novidades" (ou talvez não):

«Sente-se em baixo e não há cafeína que o ajude a ultrapassar as manhãs. Não se admire. Segundo o seu mapa astral, o signo de Touro encontra-se num engarrafamento. Sabe como é, mete-se o fim-de-semana e os outros signos querem ir para fora.»

Então mas para que é que isto (me) serve? Para nada, claro.