2 de outubro de 2013

Ainda sobre essa louca liberdade (e o livre arbítrio).



«Destino no sentido rígido se aplica apenas ao ser exterior enquanto ele vive na Ignorância. O que chamamos de destino é na verdade apenas o resultado da condição presente do ser e da natureza e das energias que foram acumuladas no passado agindo umas nas outras e determinando o esforço presente e os resultados futuros. Mas assim que se entra no caminho da vida espiritual, esse velho e predeterminado destino começa a regredir. Aí aparece um novo factor, a Graça Divina, a ajuda de uma Força Divina mais alta que a força do Karma, que pode elevar o buscador para além das possibilidades presentes da sua natureza. O próprio destino espiritual é então a eleição divina que sedimenta o futuro. A única dúvida está sobre as vicissitudes do caminho e o tempo que leva na passagem. É aqui que as forças hostis agindo sobre as fraquezas da natureza passada lutam para evitar a rapidez do progresso e postergam a realização. Aqueles que caem, caem não por causa dos ataques das forças vitais, mas porque eles mesmos se alinham com as forças hostis e preferem a ambição ou o desejo vital (cobiça, vaidade, luxúria, etc) ao avanço espiritual.» ~ Sri Aurobindo, em “Letters on Yoga” Vol. 1.

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Depois de ler isto, lembrei-me disto (E melhoras? Nenhumas!):


1 de outubro de 2013

E amo-te. Muito, mesmo.

Sempre foste amor em mim. Desde o primeiro instante; Desde o primeiro abraço que dei à barriga da tua Mãe. Desde as primeiras lágrimas derramadas no momento da descoberta. És-me LUZ, és PAZ e alegria, doçura e bem querer. E é, nesta Vida louca onde os teus Pais te revelaram, que te quero amar mais e mais. E amo-te. Muito, mesmo.




29 de setembro de 2013

2 Meses depois, calças de ganga, jardineiras e cabelo a crescer (e mais umas coisitas que ali vão aparecer escritas).

Entretanto, esqueci-me de registar a (nova) utilização do portátil, ali abandonado, jogado e esquecido, depois de viagens e viagens sem fim. Dramático, no minimo, não? Mas as memórias RAM ajudaram-no bastante no seu singelo desempenho. A ele; Que a mim foi de ver "sairem-se-me" uns € do bolso.

E olhem, é o que é. Tudo o resto flui. Que bom, ainda bem para mim, para nós todos. Haja saúde e alegria porque num dia de eleições bem regado a chuva, não sei não... Bom, as almofadas gritam-me ali do sofá; o pijaminha já cá mora. A caneca de chá verde com hortelã acompanha-me e daqui nada aquece-nos o vinho tinto. Ui, flagrante delito assim num Domingo e em véspera de cumprir 40h semanais de trabalho! "Cabom". Oh diabo...!




17 de setembro de 2013

Já estamos em Setembro?



Ainda ontem - Julho, bem entendido - se festejava o dia do Orgasmo e hoje já estamos a 17 de Setembro??? Onde estou? O que faço aqui? Quem sou eu??? Ehehehehehehehe!





31 de julho de 2013

Registe-se o Dia do Orgasmo... Hoje!


Há lá coisa melhor (tipos no Mundo)? Não, não há. Não, não me parece!!!

Amén! Mas, já agora, se ajoelhou, tem que rezar. E é tão bom, xiça.

29 de julho de 2013

Está lá qualquer coisita!


Tenho-te em mim pelo tempo que for; Pelo tempo que durou e possa, quiça, durar. Contudo, tenho consciência (e aceito-o naturalmente) que não quero gostar de ti, na medida em que sei que não és para mim. Ou, dito de outra forma, sei que não te posso ter. Nem tu sabes ser tu logo... Será que te queria mesmo?

Bom, "assim-comássim"...





15 de julho de 2013

Em jeito de querer,

Não quero o primeiro beijo:
basta-me
o instante antes do beijo.
Quero-me
corpo ante o abismo,
terra no rasgão do sismo.
O lábio ardendo
entre tremor e temor,
o escurecer da luz
no desaguar dos corpos:
o amor
não tem depois.
Quero o vulcão
que na terra não toca:
o beijo antes de ser boca.

-- In "Tradutor de chuvas", Mia Couto.
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4 de julho de 2013

De corpos colados,

«Fomos o amor proibido e nem assim deixámos de ser o amor sagrado,
só o nosso amor limpa o pecado,
só um amor assim é sagrado,
amei-te como se não houvesse pecado.» --  Pedro Chagas Freitas in "In sexus veritas".
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Almoçámos pela primeira vez a 3 de Junho de 2010; Guardei uma das rolhas do Lambrusco e mostro-ta sempre que te deixo lá ir. Ficas orgulhoso e eu derreto-me (ainda mais). Enches-me a peito e alivias-me a alma.
Não te punha nem tirava nada. Não te mudava; Deixava-te ser! Mostrava-te apenas o Mundo (esta "coisa" maravilhosa que também é a vida simpática que dizes que eu tenho) mas assim através dos meus olhos, estás a ver? E mimava-te imenso e tal, não duvides. Palavras doces pela manhã, daquelas que só se proferem quando se gosta e se quer bem de verdade.
Pois sim, é que eu acredito em ti e no teu enorme potencial (e isto não é somente sexual, mas também é!). Ah, e gosto de fazer amor contigo mas também posso garantir que os teus beijos à chegada me fazem viajar para uma qualquer outra dimensão. Isto e a forma como nos abraçamos e encaixamos logo depois da pergunta: - Como é, podemo-nos abraçar e beijar já aqui? Ainda não respondeste e já estamos de corpos colados.
De há 3 anos para cá que o dia do teu aniversário me enche a semana e me renova. E para ti, o de sempre: o MELHOR. Não foi possível almoçarmos ontem mas brindei a ti. Sou uma fixolas. E quem sabe, não brindaremos (de corpos colados) um destes dias?

7 de junho de 2013

Sim,

sou mulher;
tenho 38 anos acabadinhos de fazer e,
em 5 meses, realizei 3 dos meus sonhos (até porque não desejo muito mais para além de paz interior);
tenho um A3 lindo e maravilhoso que me faz sorrir que nem menina, onde uso um tapa sol da Gata do Demónio (em tons rosa e altamente pirosos) para ajudar a proteger o vidro da frente;
tatuei-me e sinto-me "reconectada" comigo mesma;
fiz o meu primeiro retiro espiritual no passado fim-de-semana.

Sim, sou eu. Eu, MAIS eu.

E o resto é Paisagem (e calor)!



4 de junho de 2013

My Way.

 Chenrezig


“In the end
these things matter most:
How well did you love?
How fully did you live?
How deeply did you let go?”


-- Buddha.


3 de junho de 2013

De como eu amo incondicionalmente.

Praia Grande, Sintra. 31 de Maio de 2013.


Eram precisamente 17:50. Estas coisas acontecem-me com frequência e, sinceramente, mal dou por elas, tal a importância que (já não) lhes dou.

Ao descer a rua que segue em direcção ao entroncamento que nos pode levar à Praia Grande ou à Praia das Maçãs, é óbvio que deixei passar a Casa de Retiro de Sto. Inácio. "Assim-comássim", já que ali estava, desci até praia. MAR é sempre MAR. E eu cá já devo ter sido baleia, tubarão, pinguim e/ou quiça uma sereia (ou um sereio!) numa das minhas vidas passadas.

Durante os 45m que ali me demorei, deixei que o Marco Rodrigues me acarinhasse com o seu Entretanto. Saboreei calmamente aquelas palavras, e mais uma vez, (no meio de tantas e tantas vezes que já ouvi o CD, sinto-me capaz de entrar em palco e cantar em dueto com o moço) permiti que me beijassem, enquanto o sol me invadia a alma e me aquecia o corpo.

Pensei em tudo; Perdi-me em e no nada. Mais um momento. Recordei quem me tem feito sentir mal; Equacionei o efeito espelho, a Lei do Retorno. Olha, talvez mereça. Ponderei sobre o valer tudo e aqui este tudo valer é aprendizado. É resultado. É Caminho.

Ainda assim, li algo hoje que não deixou de me "inquietar"... E é meio perdida entre um pensamento e outro que me mantenho a pensar nisto. Até porque, a gasta história da Lei de Murphy e do Karma já me entediam um pedacinho:

«Tenho amor incondicional pelas pessoas que entram em minha vida e sinceramente, não sei o quanto isso é bom nos dias actuais. Talvez esse seja meu pior defeito.»
-- Cazuza.

(Tanta coisa para voltar a postar o Depois da Marisa Monte. Nada como uma boa música de dor de corno, de sofrimentos e outros que tais, para acamar... Bolas, eu queria que este post ficasse catita e tal mas... Blacccc.)





26 de maio de 2013

Do ser inteiro.

A propósito disto:
"Somos mesquinhos, banais, egocêntricos, ressentidos. Se não tomamos consciência disso, não conseguimos a transformação. A primeira condição da transformação é a nudez. Ser capaz de contar a sua verdade. (...) Sermos nós próprios é percebermos o caminho da imperfeição. O que nos mata é essa perseguição da perfeição. Não temos de ser perfeitos. Temos de ser inteiros." -- Padre Tolentino Mendonça.

Não sou defensora desta classe (a dos padres) mas isto diz um tanto de/sobre tanta coisa.

Não escrevia há muito e também não estou nada para aí virada. E pronto. Coisa pouca e tá feito.

2 de maio de 2013

Esquiva e coise.

Ando esquiva daqui. O Facebook é do caraças, xiça. Enfim.
Bonito, bonito foi que entrei numa de adição. Sim, é verdade. E agora estou preocupada. A causa deste TOC recente é, nada mais, nada menos que... ISTO.


10 de abril de 2013

Das cicatrizes.


«Tenho cabeça, coração e respeito-me. Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui para viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente. Sou isso hoje, amanhã já me reinventei. Sou complexa, sou mistura. Perco-me, procuro-me e acho-me. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar. Não me doo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos.» -- Clarice Lispector.
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Agora a sério... Eu já me tinha dito que já chegava mas tu insistes em invadir-me o corpo e a mente. Foda-se. O pior é que sou eu quem te atrai para mim. E isto é, sem sombra de dúvida, do caralho.

É aquilo mesmo... Não suporto meio termos. Sou pelo TODO com tudo a doer e a rasgar, para o bem, como para o mal. Sempre, mas sempre... Pelo tempo que durar. Agora tu o que és? Nada mais do que uma fumaça esbranquiçada num looping frenético de espelhos.

Se eu quero isto (e com isto mais cicatrizes)? Não, não e NÃO! De todo. Mas por hoje e só por hoje... Lembrei-me de ti. E isto, por si só, continua a ser do caralho.

9 de abril de 2013

Das comezainas...




«Minha cabeça estremece com todo o esquecimento.
Eu procuro dizer como tudo é outra coisa.
Falo, penso.
Sonho sobre os tremendos ossos dos pés.
É sempre outra coisa, uma só coisa coberta de nomes.
E a morte passa de boca em boca com a leve saliva,
com o terror que há sempre
no fundo informulado de uma vida.  
A árvore abriu-te os braços e eu despi-te 
o verde como se eu fosse a mão do outono
e dei-te o suco branco da inquietude 
e amor como palavra fome.
Deixa que o verbo rebente
como tu dentro do eu
língua de terra gramática de onda
nascemos da espuma de uma frase

-- Pedro Sena-Lino.

2 de abril de 2013

Oh pá, faz-me espécie, é certo, mas...


Eu sou uma destas pessoas, decididamente.

O que (se) vai já não volta.

Querido tu,

Definitivamente que não quero amar assim. Nem a ti, nem a ninguém.
«Agora é diferente
Tenho o teu nome o teu cheiro
A minha roupa de repente
ficou com o teu cheiro
Agora estamos misturados
No meio de nós já não cabe o amor
Já não arranjamos
lugar para o amor

Já não arranjamos vagar
para o amor agora
isto vai devagar
isto agora demora.»
-- Manuel António Pina
  
Bem sei que é bonito, é poético mas é exageradamente demais. Sim. É DE-MAIS.

Quero caber em mim de alegria e de felicidade.
Amar-me, respeitar-me e honrar-me.
Ser um todo em mim, perder-me e enquanto isso, demorar-me em mim.

E, tal como te disse ontem, o que vai já não volta. São momentos que surgem e vão.
Nada mais. O resto é PAI-SA-GEM. Aprende esta lição e terás a vida bem mais facilitada.
Bom, ainda assim, gostas de mim da mesma maneira e...
Apesar de não entender boi do que isto possa querer dizer, digo-te que me amo incondicionalmente. E isto sim será para todo o sempre.
 

Whatever tomorrow brings I'll be there
With open arms and open eyes, yeah
Whatever tomorrow brings I'll be there
I'll be there

26 de março de 2013

Do que é Eterno em mim.

devagar, o tempo transforma tudo em tempo.
o ódio transforma-se em tempo, o amor
transforma-se em tempo, a dor transforma-se
em tempo.
os assuntos que julgámos mais profundos,
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,
transformam-se devagar em tempo.
por si só, o tempo não é nada.
a idade de nada é nada.
a eternidade não existe.
no entanto, a eternidade existe.
os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.
os instantes do teu sorriso eram eternos.
os instantes do teu corpo de luz eram eternos.

foste eterna até ao fim.

-- José Luís Peixoto.
 

21 de março de 2013

Mas por hoje, CHEGA!

I've been holding out so long
I've been sleeping all alone
Lord I miss you
I've been hanging on the phone
I've been sleeping all alone
I want to kiss you...
 

19 de março de 2013

O meu Pai & Eu.


Gala do 104.º Aniversário do Sport Lisboa e BENFICA, Casino do Estoril_2008.02.28.

Adoro esta nossa foto! Até porque não há muito mais a dizer nestas datas... Todos os dias vão sendo nossos, desta ou daquela maneira. E quando não temos Quartas... Jantamos às Terças!

Entretanto, o postal que já leste dizia...
- Pois que agradeço todos os teus ensinamentos que sempre... Me entram por um ouvido e saem pelo outro! Que é nada mais, nada menos o que me dizes há vários anos!!!

Mas que raios! És tão fixe, tão fixe que até me acompanhaste à Gala do 104.º Aniversário do Benfica, em Fevereiro de 2008! E já me respondias tu ontem: «-Fixe sou eu e era o Mário Soares!». Pronto, o sentido de humor é hereditário. Definitivamente!